Com o tema "...Passagem...", o 9º Mercado Cultural se envereda pelos caminhos do interior da Bahia, fomentando e fortalecendo o intercâmbio entre a produção artística mundial e os movimentos culturais locais. O evento, que acontece desta terça-feira (1º) até dia 12, reúne atrações de música, artes cênicas e cultura popular, numa programação que, além da capital Salvador, percorre diversos municípios baianos. O objetivo é aprofundar ainda mais uma das ações que o projeto vem desenvolvendo: promover a troca de experiências entre comunidades no plano internacional, nacional e local.
A nona edição do Mercado Cultural conta com os seguintes artistas internacionais: Sonagi Project e Chae Soo Jung, Coréia; Aló Irmão, Guiné Bissau e Galícia; The Idan Raichel Project, Israel e Etiópia; Juan Pablo Villa, México; Mariana Baraj, Argentina; e Maureen Fleming, Estados Unidos. Do Brasil, vem A Barca, de São Paulo; Bongar e Maciel Salu, de Pernambuco; Samba de Dona Dete e Mariene de Castro, Bahia. O estado-anfitrião comparece ainda com uma variedade de representantes de terreiros e de folguedos populares, que inclui ternos e reisados.
Com realização da Casa Via Magia, o Mercado Cultural tem direção geral de Ruy Cezar Silva e curadoria musical de Benjamim Taubkin, e conta com patrocínio da Petrobras (através da lei Rouanet), Sebrae e Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (através do Fundo de Cultura).
Histórico
O Mercado Cultural tem reunido centenas de artistas e agentes culturais em uma rede de sistematização, promoção e distribuição – esses são os lemas que norteiam a iniciativa – de bens culturais de diversas vertentes da música, artes cênicas e visuais, do Brasil e do exterior. O foco sempre foi o que há de melhor no circuito autoral e independente. Dentro desse viés, o Mercado já contou com participações de nomes como a mexicana Lila Downs, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Ceumar, Selma do Coco, Mestre Salustiano, Cordel do Fogo Encantado.
Esses são apenas alguns dos destaques de um total de quatro mil artistas, vindos de diferentes países. Não a toa, o Mercado Cultural já foi considerado pela imprensa como a maior plataforma de exportação das artes brasileiras. Fato que se comprova pelo número de artistas contratados para a maioria dos festivais europeus nos últimos seis anos. A partir de 2006, o projeto expandiu suas fronteiras: saiu das casas de espetáculos e invadiu os bairros e praças de cidade. O circuito inclui Liberdade, Penísula Itapagipana, Itapuã, Federação e Subúrbio Ferroviário. O objetivo é incentivar e divulgar a produção das diversas comunidades – iniciativa que se estende agora ao interior do estado.
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