Morro de São Paulo continua com 95% de ocupação

20/01/2010

Lugar de belezas naturais singulares e de inúmeros atrativos, sobretudo no que se refere a bares, restaurantes e ‘agitos’, Morro de São Paulo, no Litoral Sul baiano, está fervendo neste verão. Dados da Secretaria de Turismo local apontam que a taxa de ocupação nos 180 meios de hospedagem registrados pela prefeitura estão com 95% de ocupação desde a última semana de 2009.


A titular da secretaria, Petrusca Mello, afirmou que este verão é um dos melhores dos últimos cinco anos. “Temos turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo. São argentinos, italianos, portugueses, paulistas, goianos, cariocas e brasilienses”, enumerou.


Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Morro de São Paulo recebe cerca de 20 mil visitantes estrangeiros por ano.


Petrusca lembrou que o movimento sempre diminuía um pouco com a passagem dos festejos de fim de ano, coisa que não ocorreu neste verão. Ela acredita que o movimento de visitantes na localidade deve permanecer grande até maio.


Os donos de hotéis e pousadas de Morro de São Paulo comemoram o bom desempenho do setor. Antônio Carlos Berti, dono de três empreendimentos de médio e grande porte na localidade, confirmou o bom momento. “Temos duas pousadas que estão operando perto dos 100% de ocupação, e uma, que inauguramos recentemente, está com 80% dos leitos ocupados”, contou.


A turista goiana Gabriela Borba passou uma semana em Salvador e resolveu completar os 20 dias de férias em Morro de São Paulo. Para a estudante de 18 anos, que estava com a família, os ‘agitos’, as hospedagens e os atrativos naturais fizeram a diferença.


Geração de renda


Na localidade, mais de 90% da população vive do turismo. São pessoas que trabalham como recepcionistas, garçons, gerentes, marinheiros e carregadores. Durante a alta estação, esses profissionais faturam alto.


O carregador Erinaldo Santos informou que chega a ganhar R$ 150 por dia. O mesmo acontece com a vendedora de caipiroscas Juliana Andrade. “Cada drinque é vendido a R$ 7 e os gringos são os que mais consomem”, destacou.