O acordo de cooperação técnica assinado pelas secretarias estaduais da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e da Segurança Pública (SSP), durante IV Encontro de Inteligência Penitenciária, nesta quarta-feira (17), permitirá a criação do Núcleo de Inteligência Prisional da Bahia. O evento será realizado até quinta-feira (18), na sede da Secretaria da Justiça.
O Núcleo será responsável pelas atividades de Inteligência Prisional da SJCDH visando prevenir condutas criminosas dentro das unidades prisionais de todo o estado. Para o funcionamento, as secretarias contarão com a participação das Polícias Militar e Civil e da Superintendência de Inteligência da SSP que, juntas, vão realizar atividades e estratégias operacionais de inteligência.
O secretário da Justiça, Nelson Pellegrino, informou que policiais civis e militares serão selecionados para compor o Núcleo de Inteligência. Ele defendeu o projeto, afirmando a importância de ter um grupo de inteligência dentro do sistema penitenciário.
“Nós tínhamos como meta, a criação desse sistema de inteligência. Tenho a compreensão de que o Estado deve direcionar suas ações assegurando a dignidade dos que estão sob sua custódia, mas deixando claro que quem manda na cadeia é o Estado. Disso não podemos abrir mão”, disse Pellegrino.
Segundo secretário da Segurança Pública, César Nunes, o sistema vai interagir com todos os outros mecanismos de inteligência da Bahia e da Polícia Federal. “Na Bahia, nós já temos uma atuação muito firme, que nos permitiu tomar a frente do sistema prisional e, embora tenhamos um déficit grande de vagas, hoje temos uma tranqüilidade pelo fato de não haver rebeliões como ocorriam no passado”.
Encontro Nacional
Durante todo o dia, profissionais que trabalham na área de inteligência prisional de vários estados do país trocaram experiências sobre como os serviços são utilizados em seus estados. O superintendente de Inteligência da SSP da Bahia, delegado federal Maurício Telles, apresentou o gerenciamento do sistema de inteligência baiano destacando como funciona a rede de informações que são trazidas por fontes humanas e como essas informações auxiliam na desarticulação de muitas quadrilhas. Segundo o delegado, a delação premiada, a interceptação telefônica, bancos de dados de sistemas públicos são alguns dos recursos utilizados atualmente pela SSP na desarticulação das facções dentro do sistema prisional.
Bahia terá Núcleo de Inteligência Prisional
Publicado: 17/03/2010
Última atualização: 05/10/2026 às 14:07