Multinacional de biotecnologia marca visita ao Parque Tecnológico

Publicado: 25/03/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Executivos da Genzyme, uma das mais importantes empresas de biotecnologia do mundo, presente em 40 países, vêm à Bahia dentro de algumas semanas para analisar a possibilidade de instalar no Parque Tecnológico de Salvador um laboratório especializado no tratamento de pacientes através de tecnologias inovadoras. A Genzyme do Brasil, braço da multinacional criado em 1992 no país, poderá se transformar numa das empresas âncoras do Parque Tecnológico, em construção na Avenida Paralela em Salvador.

O interesse da Genzyme foi expresso durante um encontro, realizado esta semana, no Rio de Janeiro, entre a diretoria da empresa e representantes do governo da Bahia. “Há o interesse nosso de que a empresa venha o mais rápido possível para a Bahia, pois trabalha com tecnologia de ponta na área do desenvolvimento, tem 13 produtos de ponta no mercado e conexão com o Brasil, através do fornecimento de medicamentos excepcionais para o Sistema Único de Saúde (SUS). Na Bahia, as universidades já atuam no setor de pesquisa e precisamos também estimular o desenvolvimento de produtos inovadores”, afirmou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos.

Ele afirmou que o contato com a empresa foi uma iniciativa do secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Participaram do primeiro encontro no Rio de Janeiro o vice-presidente da Genzyme, James Geragthy, os diretores Antônio Santos e Elisabeth Tsilikounas, Eduardo Ramos, o representante do secretário Walter Pinheiro, Jaques Santiago, e a superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde da Secretaria da Saúde, Gisélia Santos Souza.

De acordo com o site da empresa, a Genzyme foi fundada em Boston, nos Estados Unidos, em 1981, tem faturamento anual de US$ 4,6 bilhões e conta com mais de 11 mil empregados em todo o mundo. Já a Genzyme do Brasil foi criada em 1997, mas está aqui representada desde 1992, quando o médico Rogério Vivaldi passou a utilizar a Terapia de Reposição Enzimática para tratar um portador de uma doença genética rara: a Doença de Gaucher.