Psicólogos das unidades prisionais vão aprender a identificar psicopatias

Publicado: 19/05/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), os psicólogos das unidades prisionais do estado da Bahia serão capacitados para aplicar e interpretar a Escala de Verificação de Psicopatia - PCL-R, Escala Hare, utilizada na avaliação do grau de readaptabilidade à vida comunitária de pessoas condenadas e o risco de reincidência criminal.

A iniciativa é da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado e terá como instrutor o PhD em Psicologia Criminal e coordenador do Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do Departamento e Instituto de Psiquiatria de São Paulo, Antônio de Pádua Serafim. O evento acontece no auditório da SJCDH, de 8h30 às 17h30.

Escala Hare é um dos instrumentos utilizados pelos profissionais de Psicologia durante a avaliação e elaboração de laudos dos apenados. De acordo com a psicóloga da Coordenação de Gestão Integrada da Ação Penal da SJCDH, Regina Teixeira, também são usados o House Tree Person (HTP)- teste de técnica projetiva de desenho casa/árvore/pessoa - que auxilia na obtenção de informações sobre como uma pessoa vive sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente, e o Palográfico, que avalia a personalidade do sujeito e sua relação com o mundo.

A ação faz parte do Programa de Assistência Individualizada (PAI), que vem sendo executado pela SJCDH com o objetivo de reorientar a gestão das unidades prisionais no sentido da humanização da pena, da garantia de direitos sociais dos internos e da inclusão desses em políticas governamentais de proteção social.

Entre as ações do PAI estão a capacitação dos profissionais de saúde das unidades, a contratação de novos servidores para a montagem de equipes psicossociais, a aproximação dos internos com a família, a fim de resgatar os laços entre eles, e a inclusão dos familiares em programas de assistência social, a exemplo do “Bolsa Família”.

O PAI está implantado no Hospital de Custódia e Tratamento (HCT), na Penitenciária Lemos Brito, no Conjunto Penal Feminino e no Conjunto Penal de Jequié. A SJCDH prevê a implantação do PAI em todas as unidades prisionais do estado até o final deste ano.