Gestores do Governo do Estado, que visitaram a África do Sul antes e durante a realização da Copa do Mundo 2010, fizeram, nesta terça-feira (3), no auditório da Federação Bahiana de Futebol, na Praça Castro Alves, uma apresentação da experiência sul-africana na organização da competição. O encontro reuniu mais de 80 pessoas e foi promovido pelas secretarias estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.
Entre os assuntos em destaque, arenas e entornos, mobilidade urbana, segurança, áreas fora do estádio para o torcedores assistir às partidas com telões (fan fest e fan park), Programa de Observadores da Fifa, além do relato dos jornalistas baianos que fizeram a cobertura dos jogos do Mundial de Futebol.
Para o chefe de gabinete da Setre, Elias Dourado, representante do secretário Nilton Vasconcelos, "a Copa do Mundo é um evento privado da Fifa que estabelece regras e condições muito rígidas para a sua organização. Contudo, temos que saber a hora de negociar e o momento certo onde tensionar nesta relação comercial".
Segundo ele, os clubes profissionais do Estado deveriam aproveitar o atual momento para implantar mais profissionalismo em suas gestões. "Fazer um planejamento estruturado com gerenciamento de projetos e tornar o Brasil e por extensão a Bahia uma grande potência no futebol mundial".
O secretário Extraordinário para Assuntos da Copa (Secopa), Ney Campello, apresentou uma visão geral da missão técnica do Governo do Estado à África do Sul, afirmando que a Copa do Mundo tem que trazer bons dividendos também para outras cidades brasileiras, não só as 12 sedes definidas pela Fifa.
"A competição é uma excelente oportunidade para que possamos alavancar o país, que vive um bom momento econômico e social. Mas é preciso que haja um regime colaborativo de toda sociedade, envolvendo as esferas de poder e também o setor privado”, enfatizou Campello, lembrando que as pessoas deverão ser preparadas para receber o grande público que visitará o estado antes, durante e depois dos jogos.
Os jornalistas e radialistas baianos, Vitor Simões (A Tarde) e Edson Marinho (Radio Metrópole) relataram o tratamento dado pela organização do evento aos profissionais da mídia de uma maneira geral, as dificuldades encontradas para a realização dos trabalhos e a infraestrutura disponibilizada. Vitor, inclusive, lançou uma proposta, que será avaliada pela Secopa, de promover um novo encontro aberto ao público, onde será debatida “a cidade que nós queremos ter na Copa 2014”.
A realização do workshop contou com o apoio da Prefeitura de Salvador, a Federação Baiana de Futebol (FBF), a Associação Baiana de Imprensa (ABI), o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) e a Associação Baiana dos Cronistas Desportivos (ABCD) e a participação de representantes de várias entidades do estado.