A literatura produzida na Bahia estará presente na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que será realizada no Pavilhão de Exposições do Anhembi, entre os dias 12 e 22 deste mês. A participação é resultado da iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio da Fundação Pedro Calmon e da Câmara Bahiana do Livro (CBL). Participarão 350 expositores, ocupando um espaço de 60 mil metros quadrados para receber um público estimado em 700 mil pessoas. A bienal é realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado.
A CBL selecionou cerca de 500 títulos, entre romances, cordéis, contos e poesia. “Estamos levando o melhor da produção editorial da Bahia”, afirma o presidente da entidade, Aurélio Schommer. Entre os temas estão livros de arte, patrimônio, religião, cultura afrobrasileira, literatura, poesia, entre outros.
Programação
Da programação prevista para o estande baiano, destaque para o lançamento do livro Obaràyí (Barabô Design Gráfico e Editora/Salvador), da jornalista Agnes Mariano. O lançamento será dia 15, às 18h, com performance artística e leitura de mitos e contos da mitologia africana. O livro revela a história do líder religioso Balbino Daniel de Paula, do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, com belas fotos e histórias da religiosidade afrobrasileira.
No dia 21, às 16h, o estande receberá os três mais importantes ativistas pela literatura da periferia, no Brasil. Um sarau reunirá Nelson Maca, do Coletivo Blacktude (BA), Sérgio Vaz, da Cooperifa (SP), e o rapper Gog, de Brasília. Eles mostrarão as ações que realizam em seus estados para a difusão da leitura e estímulo à produção literária por jovens da periferia.
Bibliodiversidade
Para Schommer, a participação da Bahia na bienal é uma oportunidade de valorização de quem faz e distribui o livro, enquanto negócio, “sem a qual a literatura não chega ao leitor. O mais importante é que a Bahia vai institucionalizada e integra um engajamento político em defesa da produção regional, junto com várias organizações que têm compromisso com a bibliodiversidade”.
As organizações citadas por Schommer em defesa da bibliodiversidade e que estarão juntas com a Bahia são a União Brasileira dos Escritores, a Associação Brasileira de Difusão do Livro, a Agência Nacional de Livrarias, o Sindicato dos Livreiros do Ceará, a Câmara Rio Grandense do Livro (RS), entre outras.
Cadeia Produtiva do Livro
O secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, considera a participação uma oportunidade de fortalecer a cadeia produtiva do livro. “O Estado tem esse papel de articulador. Na medida em que promovemos o setor livreiro da Bahia em outros estados, nós aumentamos a capacidade de articulação e construção de políticas públicas. Queremos fortalecer o setor e buscamos sustentabilidade. Sem ela, não há possibilidade de termos um parque editorial na Bahia e nem mais leitores”.
A parceria entre a Câmara Bahiana do Livro e a Secult, por meio da Fundação Pedro Calmon, já garantiu uma expressiva visibilidade para a literatura produzida na Bahia em outros eventos literários nacionais como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2009, e a Bienal do Livro de Minas, este ano.