Caprinovinocultura ganha projeto piloto de sanidade na Bahia

Publicado: 05/10/2010 Última atualização: 05/10/2026 às 14:07

Desenvolver a caprinovinocultura no estado, promovendo a sustentabilidade do negócio e inserindo a defesa agropecuária principalmente para o pequeno produtor. Esse é um dos objetivos do Projeto Piloto de Sanidade dos Caprinos e Ovinos que tem propostas debatidas em uma reunião técnica realizada até a próxima sexta-feira (8), em Salvador, pela Secretaria da Agricultura (Seagri), a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (Iica).

A Bahia ocupa o primeiro lugar no ranking nacional na produção de caprinos, com dois milhões de cabeças e o segundo rebanho de ovinos com 2,6 milhões. Após a implantação da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos do Estado, a inserção do segmento da defesa agropecuária na cadeia produtiva da caprinovinocultura aponta a intenção do governo em estimular a exploração do setor no aspecto econômico, gerando emprego e renda.

Ao participar da abertura do evento, nesta terça-feira (5), o secretário Agricultura, Eduardo Salles, ressaltou a importância da reunião durante a qual serão definidas medidas e ações conjuntas de defesa capazes de promover o desenvolvimento do setor. “A agropecuária precisa de ações que sejam inclusivas e, por essa razão, desejamos oferecer assistência técnica e defesa agropecuária ao alcance de todos”. Ele disse ainda que o encontro é resultado dos diálogos estabelecidos na base produtiva. “Pretendemos elevar a excelência genética do nosso plantel, ampliando mercados e dando condições ao desenvolvimento da caprinovinocultura”.

A integração entre os setores envolvidos na cadeia produtiva dos caprinos e ovinos também foi ressaltada durante a reunião. O diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, destacou que o negócio pecuário precisa da sanidade como alicerce. “Com o embasamento técnico e decisão política, as estratégias podem ser construídas de forma participativa. Tendo o apoio da comunidade científica e tecnológica quem ganha é o produtor que anseia por respostas que tragam novos rumos para sua atividade”.

O presidente da Faeb, João Martins Júnior, afirmou que a atividade “tem um viés muito mais social porque colabora com a sobrevivência do sertanejo”. Para ele é possível desenvolvê-la com base empresarial, capaz de gerar emprego e renda para quem vive dela. “As ações devem estar de acordo com a realidade da população para ajudar na melhoria de vida do sertanejo. Inserindo a defesa agropecuária ao negócio pecuário dos caprinos e ovinos, conseguimos dar um caráter empresarial à atividade, profissionalizando o setor e estimulando o empreendedorismo”.

Apoio tecnológico
Na concepção do presidente da Câmara Setorial Nacional de Caprinos e Ovinos, Edilson Maia, não existe possibilidade de chegar a nenhum lugar “se não tivermos um rebanho com sanidade”. Segundo o diretor geral da Adab não é viável falar de desenvolvimento sem o trabalho de sanidade, explicando que está sendo buscado também o apoio tecnológico para oferecer o trabalho de ponta ao produtor.

Na programação do encontro estão previstas ainda visitas técnicas aos municípios de Valente, Juazeiro e Casa Nova, para avaliar in loco as reais demandas e desafios da região responsável por 40% do rebanho estadual. Estudos realizados pelas entidades envolvidas no assunto avaliam propostas concretas de melhorias voltadas à atividade e já podem contar com o Laboratório de Sanidade Animal e Vegetal da Adab/EBDA para exames contra enfermidades como brucelose ovina, parasitoses gastrointestinais e entre outras.