A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) entregou oficialmente, na última segunda-feira (25), uma etapa da base de dados da Mata Atlântica ao Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA). A entrega ocorreu durante a abertura do III Seminário em Estudos de Impactos Ambientais (Semeia), na Uesc.O projeto tem o objetivo de implementar um sistema de informações sobre a Mata Atlântica do sul da Bahia.
Essa etapa do projeto é intitulada Gerenciamento de Informações Sobre Florestas e Águas da Mata Atlântica. Segundo explica a técnica do IMA, Mônica Melo, coordenadora da Base Mata Atlântica na região, o banco de dados irá contribuir de maneira significativa para trabalhos do instituto destinados à preservação do bioma. “Esse trabalho é muito importante porque vai oferecer subsídios para o IMA realizar o planejamento estratégico de conservação da mata atlântica nas áreas de monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental”, afirmou Mônica.
Registro de espécies
Com um banco de dados contendo registros de ocorrência de espécies em áreas relevantes para a conservação da biodiversidade e outro incluindo registros de monitoramento da qualidade de águas superficiais das bacias hidrográficas do leste, o projeto oferece importantes subsídios para a tomada de decisões na gestão ambiental do governo da Bahia, por intermédio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema).
“O monitoramento da água foi feito in loco durante um ano e meio, através da coleta de amostra de água dos principais rios componentes das bacias hidrográficas do leste e as análises foram feitas nos laboratórios da Uesc”, explica Neylor Calasans, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz e coordenador do convênio pela Uesc.
Segundo Calasans, além da coleta de amostras, também foram reunidas todas as publicações a respeito da biodiversidade da Mata Atlântica na região. “A criação de um banco de dados como foi feito é extremamente importante para a gente reconhecer tudo o que existe e, a partir daí, estabelecer estratégias para a conservação”, concluiu. O projeto conta ainda com a parceria de duas outras instituições, a Conservação Internacional e a Flora Brasil.