Clube do Livro fortalece leitura e protagonismo estudantil na Bienal do Livro da Bahia 2026

17/04/2026
Clube do Livro fortalece leitura e protagonismo estudantil na Bienal do Livro da Bahia 2026
Foto: Tita Moura/SEC

O contato direto com livros, autores e diferentes experiências literárias movimenta o terceiro dia da Bienal do Livro da Bahia 2026, nesta sexta-feira (17), em Salvador. A presença de milhares de estudantes e professores da rede estadual transforma o evento em espaço de formação, descoberta e pertencimento. Em comum, muitos desses participantes compartilham vivências construídas a partir do Clube do Livro nas escolas. A prática fortalece o hábito da leitura e amplia o repertório cultural dos jovens. A distribuição pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) de vale-livro no valor de R$ 100 para estudantes e professores amplia o acesso e contribui para consolidar a cultura leitora dentro e fora da escola.

A coordenadora de Livros e Biblioteca da SEC, Alessandra Santana, destaca que os clubes de leitura ampliam o acesso ao acervo das bibliotecas e estimulam a autonomia dos estudantes na escolha das obras. “As principais ações são realizadas diretamente nas escolas, envolvendo bibliotecários, professores e coordenadores pedagógicos. Através dos clubes de leitura, incentivamos os estudantes a explorarem o acervo da biblioteca, a ter acesso a livros e a conhecer diferentes gêneros literários de seu interesse”. Ela ainda ressalta que muitos estudantes passam a se interessar pelos livros a partir dessas experiências coletivas e que já existem mais de 300 clubes em funcionamento na rede.

O Clube do Livro integra o Clube do Protagonismo, novidade do ano letivo de 2026, que incentiva a criação de grupos temáticos nas unidades escolares. A proposta amplia espaços de aprendizagem colaborativa e fortalece o protagonismo estudantil em diferentes áreas, como Ciências, Robótica, Matemática, Astronomia, entre outras. Nesse ambiente, a leitura se consolida como eixo estruturante do pensamento crítico. A vivência de 10 mil estudantes e cinco mil professores na Bienal potencializa ações que já fazem parte do cotidiano das escolas da rede estadual.

Para o professor Eli da Silva, do Colégio Estadual de Ibirapitanga, a literatura é um elemento transformador. Nesta sexta-feira (17), o professor acompanhou os estudantes Lara Souza e Noé Oliveira, no Espaço Deixa Eu Falar, no estande do Governo do Estado, onde apresentaram a obra “Desordem e Retrocesso”, desenvolvida por meio do Tempo de Arte Literária (TAL), um dos projetos estruturantes presentes em todas as unidades de ensino da rede estadual da Bahia.

Lara ressalta a importância da iniciativa para sua formação como cidadã. “Como jovens acreditamos que o senso crítico é fundamental para o exercício da cidadania”. Já o estudante Noé Oliveira destaca a emoção de apresentar o trabalho. “É muito gratificante estar aqui. Foi uma grande surpresa ver nossa obra alcançar esse espaço”. Ambos defendem a ampliação do hábito da leitura na comunidade escolar e já participam dos passos iniciais para a criação da Feira Literária de Ibirapitanga, proposta que envolve toda a comunidade escolar.

Experiências como a do Colégio Estadual de Tempo Integral Gonçalo Muniz, em Camaçari, também evidenciam o impacto do Clube do Livro. O professor André Monteiro dos Santos, ao acompanhar 40 estudantes da unidade de ensino à Bienal, nesta sexta-feira (17), destacou que a iniciativa vem sendo fortalecida desde 2019 com a ampliação do acervo e o uso de plataformas digitais. “A leitura é fundamental, pois promove a criatividade e amplia o repertório dos estudantes”. Ele ainda ressalta que a participação na Bienal possibilitou a muitos alunos o primeiro contato com a compra de um livro, ampliando horizontes e fortalecendo o vínculo com a leitura ao longo do ano letivo.

Fonte: Ascom/SEC

 

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