A pesquisa científica ganha cada vez mais espaço na Rede Estadual de Ensino da Bahia. Nesta semana, foi a vez do Colégio Estadual Paulo VI de Tempo Integral, em Rio do Pires, promover a sua I Feira de Ciências. Com o tema “Ciência que transforma. Natureza que inspira”, a iniciativa envolveu os 368 estudantes da unidade e integrou as ações da Secretaria da Educação do Estado (SEC) voltadas ao fortalecimento da aprendizagem, da investigação científica e do protagonismo estudantil.
A feira reuniu trabalhos desenvolvidos por estudantes de diferentes séries e áreas do conhecimento, estimulando a observação, a pesquisa e a busca por soluções para desafios do cotidiano. A iniciativa dialoga com a política de iniciação científica da rede estadual, que incentiva a produção do conhecimento nas escolas por meio de feiras, mostras científicas e projetos de pesquisa que aproximam os jovens da ciência desde a Educação Básica.
A diretora do Núcleo Territorial de Educação da Bacia do Paramirim (NTE 12), Flordenice Costa, ressaltou o papel da ciência na formação dos jovens. “É fundamental promover eventos como este, porque eles permitem que os estudantes vivenciem a pesquisa na prática e compreendam sua importância para a construção do conhecimento. O Colégio Paulo VI inicia uma trajetória muito significativa ao inserir seus estudantes nesse processo e fortalecê-los como protagonistas da própria aprendizagem.”
Presente ao evento, a secretária da Educação de Rio do Pires, Renilda Maria, destacou a relevância do evento para o desenvolvimento dos estudantes. “A Feira de Ciências cria oportunidades para que os estudantes revelem seus talentos, ampliem conhecimentos e demonstrem seu potencial em diferentes áreas. É um momento que valoriza a criatividade, a investigação e o compromisso com a aprendizagem.”
Para a diretora da unidade escolar, Liege de Cássia, a realização da primeira edição da feira representa uma conquista coletiva. “Este evento concretiza um sonho construído com muito empenho por toda a comunidade escolar. Nossos estudantes se envolveram em cada etapa, pesquisaram, criaram, compartilharam ideias e transformaram conhecimento em experiências que enriquecem o processo educativo.”
Os professores Adalberto Marcelino, de Biologia, e Maurício Magalhães, que leciona Física, destacaram os impactos da iniciativa na formação dos estudantes. “A feira revela ideias inovadoras e contribui para a construção da consciência ambiental, algo essencial diante das transformações que o planeta enfrenta”, afirmou Adalberto. Já Maurício ressaltou que “a experiência permite aos estudantes compreenderem, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula, além de promover a interação e a troca de conhecimentos entre colegas.”
A estudante Carla Porto, da 2ª série do Ensino Médio e integrante da Agência de Notícias da escola, destacou o espírito colaborativo da ação. “Apesar do trabalho intenso, foi muito gratificante participar de todo o processo e ver os estudantes unidos para construir algo tão importante”. Sua colega Fernanda Almeida também celebrou os resultados alcançados. “Tivemos desafios ao longo da preparação, mas o envolvimento de todos fez a diferença e tornou a feira um momento especial para a nossa escola.”