II Festival Bahia em Cena premia e celebra protagonismo de estudantes da rede estadual de educação

Publicado: 29/10/2026 Última atualização: 29/10/2026 às 21:00
II Festival Bahia em Cena premia e celebra protagonismo de estudantes da rede estadual de educação
Crédito: Mateus Pereira/SEC

Júlio César dos Santos, do Colégio Estadual Carlos Marighella, e Camilla Vieira, do Colégio Estadual Isaías Alves (ICEIA), ambos de 18 anos, receberam os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz, no II Festival Bahia em Cena. Os dois foram alguns dos estudantes que vibraram com a conquista de troféus no evento audiovisual, cuja cerimônia de premiação foi nesta quinta-feira (29), no Cine Teatro Glauber Rocha. O encontro de celebração reuniu mais de 200 estudantes, além de professores, gestores escolares, convidados e representantes de instituições parceiras.

A coordenadora de Arte e Cultura Estudantil da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), Djenane Silva dos Santos, representando o secretário da Educação, Marcius Gomes, reafirmou o compromisso do Governo do Estado no investimento da arte e da cultura na redevestadual de ensino. "Estou muito feliz de estar aqui testemunhando as conquistas dos nossos estudantes. Na nossa rede, temos, também, os projetos artísticos, entre os quais o Produção de Vídeos Estudantil (PROVE). A Bahia produz arte, cultura e eu sempre digo que arte é projeto de vida. O Festival Bahia Ensina e todos que dele participaram estão de parabéns por esta contribuição para a nossa cultura."

Ao todo, 66 obras foram selecionadas, sendo que 22 filmes tiveram a produção de alunos do Ensino Médio; 28 títulos, do Ensino Técnico; e 16 do Ensino Superior. Os estudantes do Ensino Médio participantes concorreram em 15 categorias, sendo que o ICEIA abocanhou dez delas. Também levaram troféus os alunos dos colégios estaduais Marihella (Salvador), de Tempo Integral Reis Magalhães (Glória), de Tempo Integral Fred Gedeon (Floresta Azul), Alberto Valença (Salvador), Clarice Santiago dos Santos (Salvador).

“Eu ainda estou sem acreditar que fui premiado como melhor ator ao dar vida a dois personagens que passaram em uma tela e atravessaram o peito de muita gente, conquistando muitos corações. É muito gratificante saber que a minha arte conquistou este prêmio”, comemorou Júlio César, que interpretou Pedro e Nino no curta “Novity: ele gosta de menino”. O estudante premiado conta que a história dos personagens foi baseada na vida real. “E o mais lindo, para mim, foi ver que as pessoas amaram a jornada dos dois”, disse.

Emocionada, Camilla Vieira também contou que nem nos seus melhores sonhos imaginou ganhar o prêmio de Melhor Atriz, interpretando Melina, no curta-metragem Lírio Azul, que também ganhou prêmio nas categorias Montagem e Fotografia, além de Menção Honrosa. “Ela é uma garota que não tem muitas perspectivas, que está presa a coisas do passado, não segue em frente por acreditar que não é capaz. Eu me identifiquei muito com esta personagem, que me ajudou a entender que todo mundo tem uma segunda chance na vida e que o futuro, apesar de ser incerto, guarda para a gente coisas lindas porque a gente pode escrever a nossa própria história”, relatou.

Criado no Centro Estadual de Educação Profissional, Formação e Eventos Isaías Alves - ICEIA, o projeto alcançou, este ano, a marca inédita de 213 filmes realizados por estudantes de instituições públicas e privadas de 38 municípios baianos. “A gente está ocupando esse lugar do cinema e isso é representativo demais para nós. Conseguimos produzir um evento com a qualidade como este e com a presença de estudantes talentosos, fazendo coisas muito bacanas. É muito especial estar aqui, hoje, contribuindo para que os nossos estudantes produzam arte e cultura”, celebrou a diretora Maribel Costa e Silva.

Para dar visibilidade às produções, a curadoria do II Festival Bahia em Cena   selecionou 66 obras que compuseram a mostra oficial, divulgada em sessões no Cine Teatro 2 de Julho, com entrada gratuita. O idealizador e coordenador geral do festival, Jonathan Sampaio, destacou que a inscrição de 213 filmes é fruto da semente plantada dentro de uma escola pública e que rendeu um festival que veio para dar voz, vez e visibilidade às produções de estudantes, que têm a oportunidade de contar suas histórias a partir do seu próprio ponto de vista. “O resultado evidencia a potência da educação pública e da educomunicação como ferramentas de expressão e valorização do protagonismo estudantil. E, hoje, com produções vindas de toda a Bahia, vemos a força do audiovisual baiano surgindo a partir das nossas escolas”, comemorou. 

Fonte
Cláudia Lessa - Ascom SEC
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II Festival Bahia em Cena
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protagonismo de estudantil
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