Concurso de Escritores Escolares estimula jovens a ler e escrever

01/06/2016

Desde 2014, o Concurso de Escritores Escolares tem como objetivo envolver jovens estudantes do ensino básico na promoção do hábito da leitura e da escrita. Voltado para estudantes do Ensino Fundamental I, II e Médio de escolas públicas e particulares em todo estado, a ação é de iniciativa da Diretoria do Livro e Leitura da Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado e, em 2016, pretende ampliar o alcance em municípios do interior. A 3ª edição tem inscrições abertas até 1º de agosto. Saiba mais.

O estudante Igor Braga (Sarte COC-foto ao lado), 17, participou do Concurso no ano passado na categoria do Ensino Médio e conta como foi a sua participação: “O concurso foi muito importante pra mim. A partir dele comecei a me interessar mais pela leitura, passei a escrever cada vez mais e não parei até hoje. Me estimulou a escrever cada vez mais e melhor”. Igor conta que sempre teve o costume de ler e escrever muito na escola, principalmente contos. “Tenho um amigo que escreve bastante poesia, e lendo os textos dele, me interessei e comecei a escrever poesia também. Ele inclusive foi quem me apresentou o Concurso”, disse o estudante.

Estímulo - Em casa, Igor explica que seus pais sempre o estimularam à leitura. “Sempre me levaram a livrarias e bibliotecas. Meu pai me ensinou a ler bem cedo, antes mesmo de entrar na escola”, contou o estudante. Sobre o que mais gosta de ler e escrever, Igor revela que gosta de escrever poesias épicas e contos de suspenses. “Quanto à estética, gosto de variar entre soneto, quarteto ou versos livres. Gosto muito de poesias com metalinguagem, que falam sobre poesia, porque acho muito interessante um texto que estimula o leitor a querer ler mais. Eu penso que, se um dia alguém me incentivou, eu também devo incentivar outras pessoas, até mesmo através dos meus textos”, relata o estudante.

 Igor participou do concurso com a poesia “Um Lugar Seguro” que, segundo ele, partiu da observação das pessoas. “As pessoas estão a todo o momento atrás de liberdade, mas eu acredito que todos precisam de um ponto que os deixem seguros, e esse local é nossa mente. Não importa o quanto a pessoa se ache livre, ela sempre estará lá, presa na sua mente. É uma forma de lembrarmos o quanto somos apenas humanos e mortais”, diz Igor. Neste ano, o estudante promete que vai participar novamente. “Ano passado só participei na categoria de poesia. Nesse ano devo participar também da categoria de texto livre, que provavelmente eu farei uma redação dissertativa argumentativa, e em poesia, vou inscrever um soneto com quatro estrofes, sendo dois quartetos seguidos por dois tercetos”, eles conta.

 

Leitura, leitura, leitura
Para Beatriz Vitória Ferreira (Colégio Estadual Rotary), 16 anos, participar do Concurso de Escritores Escolares foi realmente incrível. “Eu sempre escrevi muito, mas não levava minhas produções muito a sério, eu era tímida e nem costumava mostrar às outras pessoas. Tive o impulso pra me inscrever no Concurso por causa de uma amiga que me estimulou”, ela disse. Beatriz revela que o hábito da leitura vem desde cedo: “Sempre li muito, tenho bastantes livros em casa e mal acabo de ler um, já pegou outro emprestado da biblioteca e de colegas para ler. Às vezes eu tenho que me policiar porque acabo deixando de fazer outras atividades para ler”, diz a estudante.

Assim como Igor, Beatriz conta que o estímulo da família é muito importante: “Minha família sempre me incentivou muito a ler. Quase todos estão sempre lendo e me mostrando novos livros, textos e reportagens”. Sobre os seus interesses em literatura, Beatriz diz que está sempre disposta a aprender, mas que a atenção especial vai para a poesia: “Cada autor é especial e tem uma forma, métrica e rima diferentes de escrever poesia. Também leio romances e livros nacionais. Apesar de perceber certo preconceito contra a literatura nacional, já li muitos livros incríveis de autores brasileiros.”

Beatriz venceu o concurso em 1º lugar Poesia Ensino Fundamental II com o texto “Barquinho de Papel”. “A poesia que venci no ano passado é muito especial para mim. Escrevi para minha mãe, que faleceu há quatro anos, e ela representa esse período que minha mãe ficou doente”. Beatriz revelou que estava em dúvida se iria participar do concurso esse ano. “Sinto que tem algo me chamando para continuar escrevendo e participar. Apesar de ter muitas poesias já escritas, quero participar com um texto mais forte e com mais impacto. Recentemente escrevi uma poesia bastante crítica, que fala sobre diversos temas que estamos vivenciando no planeta, como preconceito, descriminação, violência contra a mulher e o que acontece na política”, conta Beatriz que nesse ano deve participar da categoria do Ensino Médio.

 

Inscrições – De 1º de junho a 1º de agosto, os interessados devem fazer inscrição pessoalmente, ou pelos correios de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 18h, na Fundação Pedro Calmon, na Av. Sete de Setembro, 282, Edf. Brasilgás, sala 01, 4º andar, centro, Salvador (BA), CEP: 40.060-001, ou por via postal com Aviso de Recebimento (AR). Cada estudante pode se inscrever com um Poema e/ou uma Redação – ficcional ou não e de tema livre. Além disso, as obras devem ser inéditas, ou seja, não podem ter sido publicadas, impressas, e/ou classificadas em qualquer outro concurso.