De acordo com a empresa de pesquisa Newzoo, aproximadamente 2.5 bilhões de pessoas jogam ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que 66,3% das pessoas jogam independentemente do tipo de dispositivo e possuem idade média entre 25 e 34 anos, conforme dados da Pesquisa Game Brasil.
Pensando nisso, Thauan Silva e Luís Eduardo Lima desenvolveram projetos no intuito de estimular através dos jogos o incentivo pela leitura e o conhecimento por meio do avanço tecnológico. Thauan, conhecido também como Magary (25), é estudante de licenciatura em História e desenvolveu o jogo digital Os Indígenas na Bahia. “Sempre fui um apreciador de jogos digitais. Venho pesquisando como os jogos digitais podem contribuir para o ensino e como poderia confeccionar um jogo digital. Acredito que no brincar pode-se aprender”, conta.
O jogo Os Indígenas na Bahia se passa na Bahia Colonial e tem como objetivo trazer o protagonismo indígena deste período, estando disponível a partir do dia 10 de abril. Através do gênero de RPG (Role Playing Games), o jovem estudante buscou trazer o protagonismo indígena que houve na época, incentivando a leitura através do jogo e propagando a cultura, memória e identidade indígena.
Já Luís Eduardo (27) desenvolveu o projeto Dimensão Lendária: RPG, Leitura e Literatura. Além de atuar como advogado, é coordenador do coletivo Matilha RPG, que realiza ações voltadas aos jogos narrativos como estratégia de desenvolvimento das diversas habilidades dentro das múltiplas inteligências. "O projeto é um sonho que a muito tempo estava guardado. Para mim é um grande passo para uma nova forma de abordar esse tema. Eu tenho uma relação muito próxima com os jogos narrativos e com a literatura”, diz Lima.
O projeto Dimensão Lendária: RPG, Leitura e Literatura é um evento de sobre jogos analógicos narrativos e toda sua conexão com a leitura e a literatura. Tendo o objetivo de reunir jovens e adultos, o projeto pretende apresentar a importância do desenvolvimento da prática da leitura, através dos jogos, também conhecidos como RPG (Role Playing Game). O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de abril, de forma virtual, através das plataformas digitais do projeto.
Além de Thauan, outros 106 projetos foram contemplados na categoria Memória, no Prêmio Fundação Pedro Calmon, do Programa Aldir Blanc Bahia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, onde foram destinados mais de R$ 450 mil a pesquisadores livres ou associados. Já a categoria Livro e Leitura, premiou Luís Eduardo e outros 94 projetos que teve o objetivo de contemplar propostas da área de cultura que estimulam o acesso ao livro, leitura e escrita no estado, recebendo mais de R$ 2 milhões.
Para Walter Silva, diretor do Centro de Memória, o processo de aprendizagem é diverso no que tange às possibilidades metodológicas, “podemos compreender que a utilização de recursos lúdicos no processo de evocar a memória e cultura se constitui enquanto importante contribuição sobretudo para a preservação de suas experiências”, ressalta.
Os projetos serão disponibilizados gratuitamente. Para mais informações acesse as redes sociais dos projetos: Jogo Digital – Os Indígenas na Bahia - Instagram - @dev.magary e Dimensão Lendária: RPG, Leitura e Literatura - @matilharpg / @dimensaolendaria
Programa Aldir Blanc Bahia – Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Idenitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.