Os Arquivos Públicos são instituições imprescindíveis para a soberania de uma Nação, pois tem a função de gerir, tratar, recolher, promover a organização, preservação e o acesso aos documentos de valor permanente e histórico.
Hoje (16), o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) completa 128 anos, sendo uma das mais importantes instituições arquivísticas do país. Criado em 1890 pelo governador Dr. Manoel Victorino Pereira, para além de preservar a cultura e memória do Estado, resolver o problema de dispersão, extravio e remoção de documentos para outras regiões, que colocavam em risco a situação do patrimônio documental da Bahia. A primeira sede foi no subsolo do Palácio do Governo (atual Palácio Rio Branco).
A missão do APEB é recolher os papéis e documentos históricos, administrativos, judiciários e legislativos do Estado, com o objetivo de devidamente conservar, restaurar e classificar para que a consulta e o estudo sobre eles possam ser feitos com a necessária exatidão.
O Arquivo Público já esteve instalado em seis sedes na cidade de Salvador, além do Palácio do Governador, a Instituição esteve no Prédio da antiga Escola de Belas Artes, depois na Rua da Ajuda (atual Thomé de Sousa), Rua de Baixo de São Bento (Carlos Gomes), Rua Senador Costa Pinto e atualmente no Solar da Quinta do Tanque, prédio tombado pelo IPHAN em 1949, na Baixa de Quintas. Em novembro, a secretária de cultura, Arany Santana, o superintendente do IPHAN, Bruno Tavares e Zulu Araújo, diretor geral da Fundação Pedro Calmon, instituição que coordenada o ABEP, assinaram o convênio de 3 milhões para a reforma e restauração do prédio.
O que torna o Arquivo Público da Bahia um dos mais importantes do país é a singularidade, pois é nesse espaço que está custodiado o acervo documental de valor inestimável, produzido e acumulado ao longo dos 214 anos, 1549 a 1763, período em que Salvador era capital da colônia portuguesa. Por na época ser capital, e ter uma localização estratégica, a cidade tornou-se também a sede do Atlântico Sul, com isso muitos documentos vieram para a região, enriquecendo assim o acervo do APEB.
A Instituição é composta pelas coordenações operacional, técnica, pesquisa, arquivos intermediários, arquivos permanentes e arquivos municipais. No espaço há também à Biblioteca Especializada em história da Bahia que contem obras que datam do século XVIII aos dias atuais. O acervo reúne um volume total aproximado de 7.360, 14 metros lineares de documentos.
Entre os anos de 2008 e 2016 o APEB conquistou quatro conjuntos documentais custodiados no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO, o Conjunto Documental do Fundo – Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia (1652-1822), Registro de Entrada de Passageiros no Porto de Salvador (1855-1964), Cartas Régias (1648-1821) e o Conjunto Documental Companhia Empório Industrial do Norte (1891- 1973). A Memória do Mundo tem o objetivo de assegurar a preservação da memória nacional, sob a guarda de instituições arquivistas e culturais, e assim assegurar a memória do mundo.
Mesmo com a declaração de independência em 1822, os portugueses resistiram e tornaram a Bahia um dos palcos para as batalhas que duraram até o dia 2 de julho de 1823, quando foi declarada a independência do Estado. Um dos documentos custodiados no Arquivo é justamente o da Independência do Brasil na Bahia, outros documentos como a Carta de Doação da Sesmaria da Ilha de Itaparica e a da Rebelião dos Malês são destaques, o que torna o espaço uma boa opção para uma aula de história.
O APEB oferece o serviço de visita guiada, onde o publico tem a oportunidade de conhecer todo o local. Para a visitação monitorada basta fazer o agendamento, é permitido até 40 pessoas por grupo. No espaço são realizados também palestras, exposições e mesas redondas.
O Arquivo Público do Estado da Bahia representa cidadania, garantia de direitos individuais e coletivos, centro de descobertas, fonte de educação, preservação e acesso a documentos físicos e digitais custodiados.
Arquivo Público – Com 128 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/Secult-BA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.