Reconhecido em âmbito nacional e internacional como um dos mais importes arquivos públicos estaduais do Brasil, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), completará 127 na próxima segunda-feira (16). Desde a sua criação, em 16 de janeiro de 1890, a instituição desempenha importante papel no estudo da sociedade brasileira e da soberania do Estado.
A instituição que guarda parte significativa da história nacional, passou a ser vinculada à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA em dezembro de 2002. Documentos raros, manuscritos originais, correspondências diversas, inventários, registros de passaporte, livros de notas, escrituras.
Estes e outros documentos fazem parte do extenso e rico patrimônio de documentos produzidos e acumulados nos períodos colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são consultados por pesquisadores de todo o Brasil e outros países diariamente no APEB. Em 2016 foram mais de 4 mil pesquisadores atendidos no Arquivo.
Centenário
A criação dos Anais do APEB também está aniversariando, e completa 100 anos este ano. Os Anais tem objetivo de divulgar o acervo custodiado, seja por meio da transcrição de documentos ou de artigos escritos por pesquisadores. O primeiro volume foi publicado por orientação do governador - à época Antônio Ferrão Muniz de Aragão.
“O APEB tem a intensão de digitalizar o primeiro volume, que reúne 158 folhas, e deve ser disponibilizado em breve. Ao longo do tempo foram publicados 60 volumes, de 1917 a 2014.”, revela a diretora do APEB, Teresa Matos.
Arquivo On Line
Recentemente o Arquivo Público do Estado da Bahia inaugurou a ferramenta ICA AtoM, que gerencia documentos na plataforma online. Com isso, pesquisadores de qualquer parte do mundo já têm acesso ao Guia de Fundos do Arquivo e às descrições dos documentos que compõem a Coleção da Independência do Brasil na Bahia com apenas alguns cliques.
Outra novidade é que o acervo documental produzido e acumulado pela Comissão Estadual da Verdade foi recolhido pelo APEB e estará disponível para consulta em março, descrito em conformidade com a Norma Brasileira de Descrição Arquivística, no sistema AtoM.
“Estamos concluindo a revisão de alguns instrumentos de pesquisa que deverão ser disponibilizados em PDF no site da Fundação e, também, na Sala de Consulta de Manuscritos e Impressos até o mês de março. A intenção neste ano de 2017 é dar ênfase à presença do APEB na web”, disse a diretora Teresa Matos.
Enquanto isso, no plano físico, o Arquivo também traz avanços. Na ultima quarta-feira (11), o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, esteve em Brasília, junto ao ministro da Cultura, Roberto Freire, para tratar do projeto de restauração do prédio onde funciona o Arquivo, na Baixa de Quintas.
A proposta apresentada ao Iphan/MinC visa requalificar a sede do Arquivo Público, na qual estão inserias ações como a adequação dos espaços de arquivos permanente e intermediário, além de adequá-los aos serviços administrativos e de atendimento público.