#MarçoMulher - Maria Odília Teixeira é homenageada no APEB

23/03/2018
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"46 homens e só ela de mulher", exclamou a palestrante e pesquisadora Mayara Priscilla de Jesus dos Santos sobre a turma da primeira mulher negra graduada em medicina na Bahia. A homenagem aconteceu na tarde de quinta-feira (22) no Arquivo Publico do Estado da Bahia, unidade vinculada a Fundação Pedro Calmon- Secult/Ba.

A homenagem aconteceu na tarde de quinta-feira (22) no Arquivo Publico do Estado da Bahia, unidade vinculada a Fundação Pedro Calmon- Secult/Ba.A tarde começou com a palavra de Tereza Matos, diretora do APEB, reforçando a importância do evento. "Estamos na quarta edição do projeto Com a palavra, um pesquisador e está sendo uma honrar, poder apresentar a vida de Maria Odília Teixeira, no mês do março mulher” comenta a diretora.

A pesquisadora apresentou a vida da médica desde seu nascimento até o seu falecimento, abordando vida pessoal, profissional e acrescentou que Maria Odília também foi a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia.(FAMEB) "Naquela época chegar nessa sessão é incrível, tenho certeza que é um exemplo que deve está expondo a todo momento, eu vejo que é de muita importância essa palestra". Relatou Beatriz Catarina Sanches Cerqueira, 64 anos Graduada em História

A homenagem aconteceu na tarde de quinta-feira (22) no Arquivo Publico do Estado da Bahia, unidade vinculada a Fundação Pedro Calmon- Secult/Ba.O encontro reuniu estudantes da capital baiana, do interior da Bahia, historiadores e admiradores de Maria Odília. "Achei interessantíssimo, por ser uma negra e ter cursado medicina que até então a gente só via personagens brancas. Quando recebemos o convite para assistir a palestra, a turma toda aceitou", comentou a estudante de história da cidade de Barreiras, Sandra Gomes, da Universidade Federal do Oeste da Bahia.

Roberto Ferreira estudante de biblioteconomia da UFBA, também fala da relevância do legado de Maria Odília "nos dias de hoje, estamos presenciando violência contra a mulher e acredito que Maria Odília ultrapassou todas essas barreiras e foi uma vencedora, uma pessoa pra gente admirar e respeitar”. afirmou o estudante

Mayara ressaltou que o seu trabalho de pesquisa, deve se ao Arquivo Publico da Bahia, "quero agradecer ao Arquivo Publico, um lugar que tenho maior carinho e respeito. Aprendi muito, aqui é uma escola, sinto, me preparada para encarar qualquer desafio". encerra a palestrante.

Arquivo Público – Com 128 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.

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