“Foi lindo, culturalmente interessante, uma carga de emoções e uma plasticidade cênica maravilhosa”, descreveu a estudante de literatura Deise Fraga, 25, que veio da cidade de Cachoeira especialmente para prestigiar a Flipelô, nesta sexta-feira (11).
O projeto “O violão e a palavra” em sua 3ª edição e protagonizado pela cantora baiana Jussara Silveira, foi apresentado na noite de ontem (11) no Largo do Pelourinho e atraiu um público amante da Poesia, no terceiro dia de atividades da Flipelô.
Acompanhada do músico Luciano Salvador Bahia, entoando acordes com seu violão, e o estudioso da música popular, Paquito, Jussara, além de apresentar um repertório com influências africanas, também reverenciou Jorge Amado, o poeta baiano homenageado da Flipelô, que comemoraria o centenário em agosto deste ano e os 30 anos da sua Fundação, localizada no Pelourinho.
“Organizamos um espetáculo lítero-musical em três vertentes. Um destaque para a produção poética de Jorge Amado, as composições inspiradas em temas de filmes, séries, novelas, teatro e sua importância na poesia de outros países de língua portuguesa”, explicou Paquito.
Para a historiadora Maria Rita, 52, a noite foi uma aula ritmada por canções e poesia. “O que eu vi aqui foi mais do que um espetáculo. Descrevo como uma aula de história, filosofia. Paquito faz arte com as palavras” disse.
Já para Henrique Conceição, estudante de música, 29, as notas tocadas por Luciano Bahia foram um exemplo de criatividade. “A maioria das pessoas acham que tocar um instrumento é simplesmente seguir uma partitura, mas não é. Esse homem é gênio”, elogiou, em referência ao artista.
A programação segue até este domingo (13), veja aqui o que a Fundação Pedro Calmon ainda levará à Flipelô.
Fotos: Leto Carvalho
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