Zulu Araújo participa do I Encontro das Irmandades Negras Católicas

30/10/2017
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Foto: Ítalo Pacheco

Aconteceu na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, no sábado (28), o I Encontro das Irmandades Negras Católicas. O Diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, participou do Encontro onde discutiu sobre as semelhanças e diferenças das organizações: Irmandades Negras sob a ótica da gestão.

Com a igreja cheia de representantes de outras Irmandades Negras Católicas do país, Zulu começou a palestra abordando a relação das Irmandades religiosas com o Estado. “Na verdade, a relação de ligação se dava mais especificamente com a igreja. Já que o Estado era bastante influenciado pela igreja”, ponderou.

Ao trazer a discussão para os dias de hoje, o diretor da FPC, ressaltou uma grande mudança na relação dos governantes com os Representantes da Sociedade Civil. “Ao mesmo tempo que estamos passando por uma crise política nacional, estamos passando –também – por uma reestruturação das Instituições Políticas. No governo Lula, os Ministérios começaram a se aproximar das entidades da Sociedade e mais especificamente das comunidades negras”, afirmou Zulu.

Segundo o diretor da FPC, com algum tempo, foi aberta uma CPI no senado para discutir a forma de como os gestores públicos estavam apoiando as políticas publicas. Desta CPI, foi criada a lei nº 13.019/14 – que começou a valer em janeiro deste ano. “Criaram mecanismo intimidatórios para que os gestores públicos não invistam em movimentos sociais. Essa lei exige critérios muitos burocráticos e só veio para reduzir e dificultar a participação da sociedade civil nas políticas públicas”, garantiu o diretor.

De acordo com Zulu Araújo, essa lei criada reforça o dialogo com os incluídos, e deixa de fora os excluídos. “Houve uma interpessoalização na relação dos Estados com as entidades publicas. A Fundação Pedro Calmon tem a certeza da importância da Irmandade do Rosário dos Pretos, do valor histórico e da idoneidade da instituição, mas a nova lei não permite mais uma relação direta”, concluiu.

 

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