Na noite desta quinta-feira (19), a diretora do Arquivo Público do Estado da Bahia, Teresa Matos, participou da mesa redonda “Arquivo Públicos, Eclesiásticos e Pessoais: fonte de informação, ponte para a cidadania”, que ocorreu na Universidade Católica do Salvador (UCSAL), no Campus da Federação.
O evento foi uma iniciativa da UCSAL e do curso de história, com o Centro de Documentação e Memória (CEDOM) e o Laboratório Eugênio Veiga (LEV), com o objetivo de homenagear o dia do Arquivista, celebrado nesta sexta-feira, 20 de outubro.
Entre os palestrantes estavam, além da diretora do Arquivo, a Professora Ana Maria Vilar, a Professora Hildete Santos, Fernanda Linhares, diretora de politicas arquivistas, da Associação dos Arquivistas da Bahia e o mediador da mesa o professor Álvaro Dantas.
Teresa Matos falou sobre – O que representa o Arquivo Público do Estado da Bahia? E para responder esse questionamento, ela fez um apanhado histórico e expôs também os significados de arquivo e arquivo público. “Os Arquivos Públicos são responsáveis pela gestão, tratamento, recolhimento, guarda, acesso e difusão dos documentos produzidos, recebidos e acumulados em decorrência de funções executivas, legislativas e judiciárias do poder público, em âmbito federal, estadual e municipal“, disse Teresa.
O público presente pode descobrir a história do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), como foi fundado, quais foram as sedes, a estrutura do órgão, o acervo que o compõe e qual a singularidade do APEB que o faz ser o segundo mais importantes do Brasil.
“Nacionalmente, o APEB é considerado a segunda mais importante instituição arquivística pública estadual, em razão de custodiar um acervo documental de valor inestimável, produzido e acumulado ao longo de 214 anos, de 1549 a 1763, período em que a cidade do Salvador foi sede do governo colonial do Estado do Brasil”, destacou a diretora.
Durante a apresentação, Teresa falou sobre os documentos custodiados que são reconhecidos como memória do mundo e mostrou, em fotos, alguns dos destaques do APEB, entre eles estava a Carta de Doação da Sesmaria da Ilha de Itaparica, datada de 1552, sendo este o primeiro documento do Arquivo Público.
“O Arquivo Público do Estado da Bahia representa: Cidadania; Garantia de direitos individuais e coletivos; Centro de descobertas; Memória institucional da administração pública estadual; Fonte documental essencial à construção do conhecimento acadêmico-científico; Fonte de cultura e produção literária; Educação patrimonial; Gestão documental; Controle e transparência da administração pública estadual; Preservação e acesso aos documentos físicos e digitais custodiados”, concluiu Tereza.
Arquivo Público – Com 126 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.