#FPCEntrevista: Armando Almeida é o novo diretor do Livro e da Leitura

15/10/2020
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Foto: Rafael Martins / SECOM

Com passagem pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa) como coordenador de leitura entre 2016 e 2017, Armando Almeida retorna ao setor, mas agora como diretor do Livro e da Leitura (DLL). Doutor em Cultura e Sociedade na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e com experiência nas áreas de ciência política, política ambiental, produção cultural e em gestão de políticas públicas, Armando pretende estreitar as relações com a educação e a rede de bibliotecas públicas e comunitárias visando  “ampliar a capacidade de escrita, leitura, interpretação de textos e verbalização da língua portuguesa no Estado da Bahia”.

Como pretende usar suas experiências profissionais na sua gestão?

Minha experiência com o tema se aprofunda precisamente há cerca de quatro anos, quando trabalhei na FPC. A coordenação das políticas de estímulo à leitura me obrigou a refletir sobre os principais óbices às políticas de estímulo à leitura e à escrita, e me qualificou a trabalhar estreitando laços com as áreas dedicadas à educação. Mais precisamente, em minha experiência enquanto assessor especial do secretario de cultura de Belo Horizonte, onde também coordenei os debates voltados à revisão decenal do PMLLLB (Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas).

Qual maior desafio neste retorno ao DLL?

No curto prazo, o maior desafio que temos diante da pandemia é operacionalizar os recursos da Lei Aldir Blanc até o meado dos próximos anos. No médio e longo prazo, além de avançar no debate e na institucionalização da revisão decenal do Plano Estadual do Livro e da Leitura, será retomar o desafio de ampliar a capacidade de escrita, leitura, interpretação de textos e verbalização da língua portuguesa no Estado da Bahia.

Quais serão as diretrizes para os próximos dois anos da DLL?

Desenvolver junto com a Secretaria de Educação e com as diretorias afins da Secretaria de Cultura, algumas metodologias que nos façam superar os baixos índices de analfabetismo funcional. Sem a educação ao nosso lado, dificilmente cumpriremos esta missão. Embora tenhamos avançado muito, ainda temos no Brasil mais de 13 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever ao menos um simples bilhete. E a Bahia não foge à regra. Nesse sentindo, também vim para somar. E tenho

Nos últimos anos, a FPC vem atuando através de uma política mais próxima das produções da sociedade. Qual seu olhar e proposta de atuação nesse campo?

Eu vim para somar. Não há dúvida quanto à necessidade de fortalecimento e fomento à realização das festas, festivais e eventos literários em todo o Estado da Bahia. Neste sentido, só posso pensar em fortalecer e dar robustez ao que já se mostra caso de sucesso popular. Os saraus, Slams e o Festival Literário Nacional (FLIN) são bons exemplos de iniciativas com esta natureza que precisam ser valorizadas e apoiadas, enquanto ferramentas de efetivação da política cultural no Estado.

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