Representantes do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) visitaram, na quarta-feira (18/05), o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado, para vistoria do Projeto de Complementação de Aquisição de Estantes Deslizantes e Sistema de Detecção de Incêndio para o Acervo Colonial/Provincial custodiado pelo Arquivo.
O contrato de concessão de colaboração financeira foi firmado em 2007. No entanto, foram necessários investimentos no prédio para possibilitara execução da segunda etapa do projeto, que trata da implantação do Sistema de Detecção de Incêndio para assegurar a preservação do Acervo Colonial/Provincial. Na ocasião, a diretora do APEB esclareceu sobre os motivos responsáveis pela dilatação dos prazos de conclusão. “O que motivou o atraso foi a necessidade de requalificar os sistemas elétricos e lógicos. Além do restauro do telhado, do forro e do assoalho do Solar da Quinta do Tanque, sede do APEB. Estes investimentos exigiram o tempo correspondente a quatro anos. Os ajustes iniciados em 2012 foram concluídos apenas no inicio de 2015.”, disse a diretora Maria Teresa Navarro.
A primeira etapa do projeto encontra-se concluída. Corresponde a aquisição de 12 estantes, com 18 faces no total. As mesmas foram visitadas pelas representantes do Departamento Regional do BNDES, Juliana Ferreira e Ana Carolina Carvalho. Juliana Ferreira, do BNDES, disse que a aplicação financeira do projeto foi acumulada, e o rendimento poderá ser utilizado para a conclusão da segunda etapa. No entanto, o projeto deverá ser remodelado por causa da modificação – antes o sistema de detecção de incêndio seria apenas para o depósito, e agora se estenderá para todo o prédio.
“Temos total interesse em concluir o projeto, visto que o Arquivo Público é um aparelho importantíssimo para a memória do Estado”, disse Juliana Ferreira, do BNDES. ““É um projeto fundamental porque visa assegurar a preservação do acervo. O acervo do período colonial/provincial custodiado pelo APEB/FPC se constitui de grande significado para a memória nacional. Portanto, torna-se necessário instituir uma política de conservação preventiva permanente, de forma a eximir qualquer margem de risco. Por isso, é essencial o apoio do BNDES para uma execução dessa natureza”, disse a diretora do APEB.
O diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, ressaltou a importância da requalificação do Arquivo Público: “Esse prédio é um patrimônioda Bahia e do Brasil. Além de abrigar acervos documentais importantíssimos, como por exemplo, a documentação produzida quando Salvador era a capital do Brasil. O investimento contribuirá para assegurar a preservação do acervo à ser conhecido e utilizado pelas próximas gerações”. A visita foi acompanhada por equipe técnica da Fundação Pedro Calmon.
Arquivo Público – Com 126 anos, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), é a segunda mais importante instituição arquivística pública do país. Em seu extenso e rico patrimônio estão custodiados documentos produzidos e acumulados no período colonial, monárquico e republicano brasileiro, que são diariamente consultados por pesquisadores de todo Brasil e de outros países. Um acervo organizado e estruturado desde 1890, quando o então governador do Estado da Bahia, Manoel Victorino Pereira, por meio de Ato, criou o Arquivo Público.