Documentário “Brasil DNA África” estreia dia 2 de junho em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador

01/06/2016
19

Com gravações em cinco estados brasileiros e cinco países africanos, o longa-metragem da Cine Group investiga a ancestralidade de 150 pessoas

“Brasil DNA África”, documentário da Cine Group, estreia nesta quinta-feira (2) em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador no Itaú Cinemas. O filme investiga a origem de afrodescendentes e a importância dos africanos na construção do Brasil. O longa-metragem conta com gravações em cinco estados do país: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão. De cada estado, uma pessoa foi escolhida para visitar seu povo na África, levando à produção a Nigéria, Guiné Bissau, Angola, República de Cameroun e Moçambique. A produção é baseada em três eixos: histórico, cultural e científico.

Com 72 minutos, “Brasil DNA África” é uma coprodução da Cine Group com a Globo Filmes e GloboNews, que se propõe a colaborar no processo de resgate da origem de parte dos brasileiros ao contar a história desses cinco cidadãos comuns que se submetem a um teste de DNA e descobrem suas origens africanas.

Ao todo, 150 pessoas fizeram testes de DNA para descobrir suas origens. O exame identifica se a pessoa compartilha a ancestralidade de determinadas etnias africanas. Mais de 220 etnias africanas estão registradas no banco de dados do laboratório responsável pelos testes, o African Ancestry, baseado em Washington, Estados Unidos.

“O instituto trouxe uma base de dados enorme e, a partir dessa inovação tecnológica, podemos contar essa história com base científica. A prova genética de que foram muitos os povos escravizados ajuda a findar preconceitos. Pessoas com diferentes hábitos, línguas e condições financeiras foram trazidas ao Brasil. Há quem não goste de dizer que sua ancestralidade vem de homens em condições de escravos. Mostramos que, na verdade, eles foram guerreiros, que atravessaram o Oceano Atlântico, conseguiram sobreviver e criar famílias. Temos de ter orgulho da nossa ancestralidade”, diz Mônica Monteiro, CEO da Cine Group e responsável pela direção geral do documentário.

O longa-metragem busca resgatar laços interrompidos pela escravidão. Inúmeros povos foram escravizados ao longo da história da humanidade. Entre os séculos XVI e XIX, mais de 4,8 milhões de africanos foram trazidos para o Brasil como escravos. Ao todo, 51% da população brasileira se declara negra ou parda, mas a maioria desconhece sua origem.

O projeto teve início em 2013, com a seleção de participantes ligados a movimentos negros, artistas, jornalistas e formadores de opinião. Fizeram o exame de DNA a atriz Zezé Motta, o sambista Martinho da Vila, a compositora Ana de Hollanda, a cantora Margareth Menezes, o ator Antonio Pitanga, o músico Naná Vasconcelos e o presidente do Olodum, João Jorge, entre outros.

No filme, Zulu Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, descobre que é descendente do povo tikar. Ele se emociona durante sua visita à República do Cameroun. A consultora de moda Juliana Luna, do Rio de Janeiro, vai à Nigéria conhecer o povo iorubá. O jornalista e poeta maranhense Raimundo Garrone viaja para Guiné Bissau. Ele é descendente do povo Balanta. O mestre de maracatu Levi da Silva Lima, de Pernambuco, descobriu que descende dos Makua e visita Moçambique. Por fim, o músico Sérgio Pererê, de Minas Gerais, conhece a Angola e descobre que os seus ancestrais são do povo Mbundu.

Confira o trailer

Estreia
Dia: 2 de junho
São Paulo
Espaço Itaú de Cinema - Sala 4 - Horário: 19h40
Endereço: Shopping Frei Caneca (3º Piso) - Rua Frei Caneca, 569 - Consolação
Rio de Janeiro
Espaço Itaú de Cinema - Sala 4 - Horário: 18h20
Endereço: Praia de Botafogo, 316 - Botafogo
Salvador
Espaço Itaú Glauber Rocha - Sala 4 - Horário: 19h40
Endereço: Praça Castro Alves - Centro