#MemóriasContemporâneas - Fabricio Mota, sonoridade, história e cultura afrobaiana

24/11/2016

A experiência musical, que data desde 1990, associada ao trabalho acadêmico, potencializa o envolvimento de Fabrício Mota, com pesquisas sobre musicalidades, diáspora, identidades e anti-racismo. Atualmente ele é músico e produtor da banda IFÁ Afrobeat, cujo material sonoro é produzido a partir de pesquisas sobre a história e as músicas negras no Atlântico.

O estilo musical afrobeat é uma fusão de jazz, funk, highlife e cantos tradicionais africanos, e teve como seu percussor o nigeriano multi-instrumentista, músico e compositor, além de ativista político e dos direitos humanos, Fela Kuti. 

Além do afrobeat, a banda I.F.Á (Ijexá, Funk e Afrobeat) mistura também o Ijexá, ritmo musical presente nos Afoxés, que trás uma cadência que pode ser reconhecida por qualquer um que já tenha ouvido a música afro-baiana.

“A música é a interpretação do movimento. Circularidade Sonora é a assinatura e permanência cultural de matriz africana. Quando a gente fala de música negra, a gente fala da sobrevivência de conjunto de pessoas, de populações que tiveram suas identidades e suas histórias negadas, e quando tiveram fôlego, não falaram apenas com palavras, mas também com a música” – Fabrício Mota. 

No final de novembro, Fabrício Mota participou do Conversando com a sua História, projeto de autoria do Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA, e falou sobre o tema Eu sou negão: Movimento Negro, afro-reggae e Axé Music. Da ocasião, também participou o cantor Gerônimo. 

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