Com obras que transitam pela instalação, performance, fotografia e audiovisual, o artista visual, curador e professor, Ayrson Heráclito, integra o projeto da Fundação Pedro Calmon intitulado “Memórias Contemporâneas”. O projeto visa resgatar a memória cultural da Bahia entre as décadas de 1950 e 1990.
Desde a década de 1980, Ayrson apresenta a Bahia em seus trabalhos artísticos, mas só na década de 1990, começou a definir um universo de pesquisa voltado para os fazeres e saberes sobre a cultura baiana e afro-baiana.
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“Nesse momento comecei a apresentar a questão africana no Brasil, sistematizei meu trabalho a partir de materiais orgânicos, pouco usuais, para entrar no universo de pesquisa afro-baiana. O primeiro foi o açúcar, que me ajudou a pensar na história colonial, os engenhos de açúcar. Depois a carne de charque, quando criei esculturas, instalações, performances e fotografias com o charque representando o corpo negro, que foi escravizado, pois é uma carne que não apodrece facilmente, é resistente, salinada. O terceiro elemento foi o dendê, funcionando com um sangue ancestral, e que também representa a culinária sagrada da Bahia. Crio atualizações com esses ritos, esse corpo cultural afro-brasileiro, e conexões com a África, reunindo as duas margens do Atlântico, que já é unida pela religião, cultura e história colonial”.
Quer conhecer Ayrson Hieráclito, seu trabalho e suas pesquisas artísticas?
Ayrson Heráclito é doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
Na próxima segunda-feira (28), Ayrson Heráclito estará no Conversando com a sua História, às 17h, no quadrilátero da Biblioteca dos Barris. O projeto é de iniciativa do Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA.
Foto: Divulgação