Candomblecistas, autoridades e pesquisadores participaram nesta quinta-feira (24) , da Sessão Especial pelo Centenário do Terreiro Bate Folha, no Plenário da Assembleia Legislativa, CAB. A solenidade proposta pelo deputado estadual, Bira Coroa, marcou a abertura da programação comemorativa pelos cem anos da Casa, que ainda promoverá exposição fotográfica, seminário, missa e oficinas.
Na ocasião, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, Zulu Araújo, ressaltou a importância do Estado, através da unidade gestora de arquivos privados de interesse publico, no caso a FPC, apoiar e fortalecer o centenário. “Estes acervos abrigam parte importante da história religiosa, cultural e social da sociedade e precisam ser preservados e abrigados a fim de perpetuar os fatos e os elementos”, proferiu Zulu Araújo, referindo-se a parceria da Fundação, na elaboração do projeto do Memorial Bate Folha, que está em fase de construção.
Mas a parceria nas celebrações dos cem anos tem uma programação extensa, datada para começar no Seminário dos 100 anos do Terreiro Bate Folha. Nos dias 03 e 04 de dezembro, a Casa vai abrir suas portas e receber cerca de 200 pessoas para debater e apresentar a história do Terreiro, tendo como ponto crucial, a salvaguarda da religião do culto afro-brasileiro de Nação Congo-Angola (ou apenas Angola) na Bahia.
Seminário 100 anos - A programação apresenta conferências e palestras com a proposta de preservar o legado histórico dos 100 anos do Terreiro. No sábado (3), a programação será iniciada às 9h30 com as falas dos zeladores do terreiro Nengua Gaguanssesse, Tata Muguanxi e Tata Kissendu, presidente da Sociedade Beneficente Santa Barbara e, às 10h40, Zulu Araújo irá proferir a palestra com o tema “Preservação de espaços sagrados: a importância da memória para terreiros de candomblé”, inclusive, para oficializar o convênio da fundação com o terreiro para a construção do Memorial Terreiro Bate Folha, que será assinado, logo em seguida.
Pela tarde, a programação retorna com a conferência “Terreiro Bate Folha – espaço de salvaguarda da memória afrodescendente”, com a participação de Yeda Pessoa de Castro e de Ordep Serra, ambas da UFBA. Cada conferencista terá 20 minutos para falar e a mediação será feita por Rogério Lima Vidal, da Uneb. Após a conferência, às 16h30, serão feitos os lançamentos comemorativos aos 100 anos do Terreiro Bate Folha. Encerrando o primeiro dia do evento, às 17h, acontecerão as apresentações do Bloco Alvorada e do músico Gerônimo.
Já no domingo (4), as atividades começam com a mesa “Protagonismos das religiões de matriz africana”, às 9h30. Os palestrantes convidados foram Erivaldo Nunes, da UFBA, Camilo Afonso, Adido cultural de Angola, e Tata Tauá, do Terreiro Bate Folha. Cada palestrante terá de 10 a 15 minutos de fala, mediadas por Alexandro Reis, da SPM. A mesa “O candomblé de Angola e sua resistência cultural” será apresentada às 14h com os palestrantes Tata Nzazi, do Terreiro Tumbansé, João Monteiro, do Ilê Ogum Maata, e Carla Nogueira, do Terreiro Bate Folha. A conversa será mediada pelo professor da UFBA, José Roberto Severino. Por fim, encerrando a programação de atividades comemorativas do terreiro, será realizado o show de encerramento, às 17h30, com apresentação do Maracatu Nação Raízes de Pai Adão.
Foto: Arquivo Pessoal
Terreiro Bate Folha abre portas para apresentar 100 de anos de história
28/11/2016