Principal referência em guardar valiosos acervos documentais de governadores e personalidades públicas, que tiveram relevante participação política na Bahia, o Centro de Memória da Bahia (CMB) – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – completará 29 anos de existência nesta sexta-feira (18). Localizado dentro da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris), o CMB não só é responsável pela difusão da história e memória da Bahia, através da preservação e guarda de arquivos privados de interesse público, mas como também por, continuamente, realizar exposições, projetos de pesquisa, seminários e cursos de formação gratuitos.
O Centro ainda coordena o Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), que fica situado no Palácio Rio Branco (Praça Municipal), em Salvador, e que também completará 29 anos. É neste espaço que o Centro de Memória realiza o projeto Visitas Guiadas ao Palácio Rio Branco, onde mantém uma exposição de longa duração coleções constituídas de objetos e documentos da vida privada, cotidiana, profissional e governamental que pertenceram aos Governadores do Estado da Bahia, bem como a pinacoteca composta por 47 retratos. Cerca de 700 pessoas visitam mensalmente esses dois espaços.
Há quatro anos como diretora do Centro de Memória, a historiadora Jacira Primo vem coordenando as atividades da unidade junto com mais de 20 funcionários, com o intuito central de propagar conhecimentos históricos. “Tenho trabalhado no Centro de Memória da Bahia com muita satisfação em virtude da missão e compromisso que o CMB tem na difusão da história e memória da Bahia. E venho percebendo o interesse cada vez maior que as pessoas têm despertado em conhecer e discutir diferentes temas referentes à história, que são debatidos nos cursos, seminários, exposições e palestras que promovemos”, relata.
Do início do ano para cá, o CMB promoveu nove atividades que reuniram no total mais de 11.200 pessoas. São palestras e debates que aconteceram tanto dentro da Biblioteca Pública do Estado quanto em locais públicos, a exemplo da Rota da Independência da Bahia, em julho, que percorreu bairros de Salvador, e aulas em colégios públicos e militares. Até o fim deste ano, estão programadas as continuidades dos cursos Conversando com a sua História e Ensino de História, além do projeto Memória dos Bairros, aula pública, palestras sobre memória e história das populações afrodescendentes.
Frequentadora do Centro há quatro anos, a professora de História e Sociologia Edilair Alcântara Barreto Gomes, 44 anos, afirma que as palestras desenvolvidas pelo CMB são bastante atrativas. “São palestras maravilhosas. Tive a oportunidade de participar das aulas do projeto Memória dos Bairros e de duas edições do curso de Ensino de História da Bahia. Inclusive, até tive dificuldade para encontrar vaga no curso. Isso mostra o quanto essas atividades vêm sendo bastante procuradas pelas pessoas”.
Já a estudante de História Jeovana Miranda Barreto, 42, fala que o Centro de Memória se constituiu como um espaço de “transmissão de conhecimento”. “Vou lá há cinco anos. Já fiz diversas pesquisas em livros de histórias, além de também participar das palestras que são promovidas. Sempre fui muito bem recebida lá e sempre percebi o empenho do atendimento dos funcionários do Centro para proporcionar o melhor atendimento às pessoas".
Acervo - O Centro de Memória da Bahia possui um acervo de 57.576 documentos. Essa documentação é composta por itens que foram produzidos e coletados pelas personalidades ou referentes a elas, incluindo correspondência pessoal e administrativa, recortes de jornal, revistas e fotografias. A maior parte dos acervos refere-se à história da Bahia republicana, com informações sobre mudanças políticas, econômicas e sociais. Parte dos arquivos está digitalizada e disponível para a consulta em sistema informatizado, com o objetivo de preservar a integridade física da documentação, facilitar e dinamizar o acesso à informação.
CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.