Chefia de Gabinete, Arquivo Público do Estado da Bahia, Centro Memória da Bahia e Diretoria do Livro e Leitura ganham novos titulares
Iniciando um processo de reformulação na gestão, a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), apresenta seus novos dirigentes. A organização conta com alterações em quatro setores fundamentais para articulação e gerenciamento das políticas culturais nos campos da leitura, bibliotecas, arquivos e memória do Estado da Bahia. Além da Chefia de Gabinete, Arquivo Público do Estado da Bahia, Centro Memória da Bahia e Diretoria do Livro e Leitura ganham novos titulares.
O novo chefe de gabinete, Caruso Costa é oriundo do movimento negro e social baiano. De origem humilde, entre a infância na periferia de Salvador, ao cargo de gestão na FPC, a Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB), onde está instalada a sede da Fundação, já faz parte da sua história dentro do seu processo de formação.
“Na periferia, principalmente, não tínhamos acesso fácil à internet na minha infância e juventude. Eu tinha como fonte de estudo a Biblioteca Central. Era uma fonte de poder, uma fonte confiável. Aqui a gente tinha e ainda temos um espaço para estudar com tranquilidade, e hoje consigo perceber o quanto a leitura fez diferença na minha vida”, pontua.
Reconhecendo os desafios vividos e projetando a nova atribuição, Costa vê a como um dos grandes estímulos e oportunidade na função que lhe foi confiada, é buscar uma forma de democratizar a informação, com foco nos jovens das periferias. “É preciso entender que a leitura e a educação são os caminhos que eles têm. É o caminho que nós sempre tivemos, a orientação precisa ser essa. A gente precisa, através dessa ferramenta tão importante que é, por exemplo, fortalecer esta corrente, jogar a semente para que o jovem cada dia mais continue estudando, lendo e entenda que o caminho é esse”, explica.
Arquivo Público
Com histórico na militância dentro do Centro de Apoio à Formação Integral do Ser (Ceafis), Jorge Cruz é o novo responsável pela diretoria do Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb).
Pós-graduando em direito processual civil, pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, Cruz também cursa o segundo período de direito, pela Faculdade Baiana de Direito.
Recém-chegado ao posto, para Cruz será necessária à implementação de metas factíveis dentro do período de adaptação. No entanto, alguns objetivos já poderão ser alcançados neste início. “Uma coisa que eu acho importantíssima é que a gente precisa aproximar o arquivo da população de uma forma mais dinâmica, e desentranhar nossos heróis, nosso procedimento e é através da comunicação que podemos chegar lá”, destaca.
Ressaltando a importância da expansão dos conteúdos, o gestor também explicou como pretende executar os seus objetivos. “Temos que popularizar o conhecimento que existe no APEB e ressignificar para o nosso povo e as comunidades, Ou seja, precisamos buscar aproximar o público de forma dinâmica. Esse é um processo fundamental”, revela.
CMB e DLL
Dotada de um acervo com uma enormidade de obras que enriquecem a cultura baiana, o Centro de Memória da Bahia (CMB) passa ser gerido por Franklin Oliveira. Historiador, o dirigente destaca que já estão em tratativas para pôr em prática os seus novos planos dentro da nova posição, como o aumento da assiduidade de visitantes ao CMB.
“Além de intensificarmos a programação de atividades do CMB, este ano temos um evento magnânimo, que são as comemorações do Bicentenário da Independência. Pretendemos tecer uma ampla articulação de forma a marca a importância deste acontecimento para a memória baiana, além de trazer personagens históricos que foram ocultados e ocultadas deste processo”, enfatiza o historiador.
Com um circuito bastante diversificado dentro da sua carreira, como mesmo classifica, Verônica Nonato é a nova responsável pela Diretoria do Livro e Leitura (DLL). Imbuída de coordenar programas sociais durante sua estadia na Secretaria Estadual de Educação (SEC), Nonato destaca suas expectativas no fomento as festas e feiras literárias.
“Nosso intuito é fomentar as ações de políticas e práticas, voltadas para o acesso a livro e a leitura e potencializar as parcerias com os municípios na realização de feiras ou atividades literárias”, finaliza.





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