24/07/2023

Por meio da Biblioteca de Extensão, a Fundação Pedro Calmon marcou presença na FELIS, que aconteceu entre os dias 20 e 23 de julho
Com destaque para a participação feminina na Independência do Brasil, a Feira Literária Internacional de Serrinha (Felis), contou com o apoio do Governo do Estado através da Fundação Pedro Calmon, Secretarias de Cultura (SecultBA), de Educação (SEC) e de Desenvolvimento Rural (SDR) do Estado da Bahia, da Prefeitura Municipal de Serrinha e do Sebrae, entre os dias 20 e 23 julho.Para o curador da Feira Literária, Ricardo Ishmael, a programação da Felis foi pensada para contemplar o protagonismo feminimo, visibilizar a produção literária local e oportunizar a participação juvenil. Segundo o curador, o tema ‘O protagonismo feminino e popular e as liberdades contemporâneas’ dialoga com a história da Bahia e do Brasil.
“Vamos lembrar que o engajamento popular foi fundamental para que consolidássemos, em solo baiano, a independência nacional. Isso só foi possível, ainda que muitos neguem, graças ao protagonismo das mulheres pretas, indígenas e sertanejas. Nosso dever é destacar essa contribuição”, disse o curador.
Representando o governo do estado, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), Vladimir Pinheiro, afirmou que o objetivo do governo é fortalecer a narrativa da importância do processo de independência do Brasil na Bahia.
“O governo vem trabalhando, desde o início do ano, sobre a importância e a necessidade de deixar um legado. De destacar a identidade do nosso povo. E o dois de julho representa a independência do Brasil na Bahia”, afirmou. Durante toda a programação infantil, a Biblioteca de Extensão (Bibex) marcou presença.
Independência é femina A primeira edição da Feira Literária Internacional de Serrinha (Felis) reforçou o papel da mulher no processo de independência da Bahia. E para encerrar o quarto dia de evento, a programação contou, exclusivamente, com participação feminina.
Na primeira atividade do dia 23, a escritora e jornalista, Luana Souza esteve na conversa literária “Representação e Representatividade nas Páginas dos Livros e na Tela da TV” com a pedagoga, Cleuza Juriti. As mediadoras apontaram as dificuldades das mulheres negras de contar as suas próprias histórias.
"O movimento das mulheres negras tem tudo a ver com o tema da nossa mesa, representação e representatividade, porque a gente sempre luta para que as mulheres tenham independência", comentou Cleuza.
Já Luana Souza, que é autora do livro "Na contramão do afeto", explicou sobre a importância de conversar sobre a representatividade de pessoas negras, LGBTs e indígenas em espaços de poder. "Torço para que a Feira dure muitos anos e que revele novos talentos aqui de Serrinha também", afirmou.
O público que esteve presente no último dia da Felis contou com a presença da atriz e escritora Elisa Lucinda. Com o tema “Escrever para Entender as Coisas: o Pensamento de Elisa”, a mesa contou ainda com a participação de Obdália Ferraz e Stefanye Menezes. O encontro com Elisa Lucinda foi marcado por momentos de reflexão sobre a condição de pessoas pretas na sociedade brasileira. No final, a escritora realizou uma sessão de autógrafos, onde recebeu o carinho dos fãs.