Encontro da Rede Colaborativa de Feiras Literárias é realizado na Fligê

18/08/2023
Reunião Rede Colaborativa
Foto: Vinícius Brito

A atividade aconteceu na Câmara de Mucugê para dialogar e fortalecer rede literária da Bahia


A Câmara Municipal de Mucugê recebeu nesta quinta-feira (17), o Encontro da Rede Colaborativa de Feiras e Festas Literárias da Bahia, uma atividade promovida pela Fligê e mediada pela Fundação Pedro Calmon (FPC). Na mesa do evento estavam os representantes da FPC, o diretor Vladimir Pinheiro, Ana Medrado, prefeita de Mucugê, Paulo Gabriel Nacif, presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia, Jucelina Guanaes, diretora do NTE-5 (Núcleo Territorial de Educação) e Roseli Sá, curadora da Fliclé (Feira Literária de Caculé).

O objetivo do encontro foi reunir curadores, realizadores e entusiastas dos eventos literários da Bahia, difundir informações acerca das políticas públicas de leitura, em consonância com o Plano Estadual do Livro e da Leitura do Estado da Bahia (PELL), e também promover o diálogo e encaminhar as demandas dos representantes municipais envolvidos na produção das feiras e festas.

Cultura e Educação nos territórios
O movimento das feiras literárias, que ganha fôlego e se fortalece na Bahia, é marcado pela territorialização das políticas públicas, garantindo que a diversidade e a herança cultural de cada localidade sejam preservadas. Além disso, a comunidade escolar assume papel central, participando dos processos de criação, produção e realização dos eventos.

Foto: Vinícius Brito

De acordo com o diretor da Fundação Pedro Calmon, “os eventos literários são fundamentais hoje no nosso estado, tanto no diálogo e incentivo aos diversos autores e autoras da Bahia, como também na perspectiva da formação, da educação”. Outro aspecto que engrandece a celebração em torno da leitura é o fato de que “o livro é instrumento da cidadania e elemento de emancipação. O livro traz sonhos e inspira utopias”, afirmou Pinheiro.

A prefeita de Mucugê confirma a potência transformadora da feira literária para um território. “A Fligê realmente transformou a nossa comunidade. Estudantes, professores e toda a comunidade escolar se organizam o ano inteiro. Além disso, o aluno é chamado à leitura. Ler nos faz criar asas e voar”, complementa.

A Bahia vive um momento produtivo e efervescente, com um notório aumento no número de eventos desta natureza, que fortalece a rede literária. Algumas das experiências de feiras e festas vieram na esteira da Fligê, como é o caso da Fliclé.

Deste modo, a ampliação de políticas públicas e a consolidação de uma rede literária são elementos para a qualificação da educação baiana, para o fortalecimento das identidades culturais e como dispositivo humano e sensível que aponta para o sonho e a utopia.

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