A parceria estratégica para cooperação na área cultural entre a Bahia e China, a partir da instalação do Instituto Confúcio, foi debatida em reunião promovida pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), com a Fundação Pedro Calmon (FPC), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), e a Universidade de Xangai, na tarde desta segunda-feira (20).
Esta iniciativa resultante da colaboração entre Governo da Bahia, Universidade de Xangai e a UFBA representa um passo significativo para a promoção da interculturalidade entre os países. A reunião estratégica aconteceu na SecultBA, com a presença do secretário de Cultura, Bruno Monteiro, do diretor-geral da FPC, Vladimir Pinheiro, do vice reitor da UFBA, Penildon Filho, do professor Cum, representante da Universidade de Xangai, e de Rodrigo Nascimento, assessor de Relações Internacionais da SecultBA.
O secretário de Cultura destacou o compromisso em construir uma base sólida para essa parceria, destacando a diversidade e a riqueza cultural de ambos os lados.
“O diálogo realizado hoje foi especialmente dedicado a aprofundar a cooperação na área cultural. Através do Instituto Confúcio, vislumbramos oportunidades para fortalecer laços entre nossos países proporcionando um intercâmbio dinâmico de experiências, expressões artísticas e valores culturais”, ressaltou.
Presente na reunião, o diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), falou da expectativa sobre a parceria que visa alcançar também todas as Universidades da Bahia.
“Temos uma enorme expectativa de que 2024 vai ser um ano muito forte nessa cooperação entre Governo da Bahia, Instituto Confúcio, UFBA e todas as universidades da Bahia, como um todo, pensando um calendário conjunto de celebração das relações diplomáticas entre Brasil e China, mas também de fortalecimento cultural através desse intercâmbio. Entre as propostas, pensamos na possibilidade de realizar o Festival Cultural Brasil e China, o Seminário sobre Economia Criativa Bahia/ Xangai, e toda uma programação que possa aproximar os países em vários temas que envolvem a cultura”, explicou.
O vice-reitor da UFBA, Penildon Filho, destacou que será levada à Xangai, no mês de dezembro, a proposta conjunta entre Governo da Bahia, UFBA e Instituto Confúcio, para a realização de atividades culturais no próximo ano.
“Na reunião, apresentamos o Instituto Confúcio, que tem a função de promover intercâmbio acadêmico, cultural e aproximação dos povos, além disso, aproximar o Estado da Bahia à Província de Xangai. Em próxima visita que faremos à Xangai, entre os dias 06 e 15 de dezembro, levaremos a proposta conjunta entre o Governo da Bahia, UFBA, através do Instituto, para realização de atividades culturais em 2024, por ocasião dos 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e China. Xangai tem uma indústria cinematográfica muito forte, e isso combina com o esforço da SecultBA de estar criando a Empresa Baiana de Cinema e Audiovisual, também colocamos na pauta a aproximação dos cineastas e os empreendedores no campo do audiovisual. Temos certeza no êxito dessa parceria’, destacou ele.
Sobre o Instituto Confúcio
O Instituto Confúcio (IC), que faz parte da Fundação de Educação Internacional Chinesa (CIEF), é viabilizado através da parceria entre uma universidade da China e uma universidade em outro país, com o objetivo de promover o ensino da língua e cultura chinesas. O Instituto é composto de uma rede internacional de mais de 500 unidades presentes em 146 países.
O Instituto Confúcio na UFBA foi instalado em 18 de setembro de 2023, é dirigido pela professora da UFBA Elsa Kraychete, e pelo professor Kun Zhang, da Universidade de Xangai, e tem como sede o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), que funciona no Largo 2 de Julho, em Salvador. O plano de funcionamento da instituição prevê o ensino da língua chinesa, com formulação de recursos didáticos, além da formação de professores de língua chinesa e realização de exames de língua chinesa e de certificação de professores de chinês com a coordenação do pessoal indicado pelo IC em seu país sede.
Instituto Confúcio vai fomentar também o intercâmbio acadêmico e cultural, com debates sobre temas contemporâneos no mundo, seminários e cursos de formação sobre a cultura e história chinesas; assim como encontros e formações sobre relações internacionais e política internacional, exposições de arte e apresentações artísticas chinesas e brasileiras.