Localizada em Lençóis, na Chapada Diamantina, a Casa e Memorial Afrânio Peixoto, unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), uma das primeiras casas de Cultura a serem instaladas no Brasil, completa 53 anos de inauguração no dia 17 de dezembro. O espaço foi inaugurado em 1970, por ocasião da data de aniversário de Afrânio Peixoto (1876), médico legista, político, professor, crítico, ensaísta, romancista e historiador baiano. Em celebração, será realizada programação especial.
No dia 13 de dezembro a Casa lança a exposição ‘Cores e Trovas’ por Arthur Soar. Já em 17 de dezembro será realizada a Missa Comemorativa na Igreja Senhor Bom Jesus dos Passos, às 7h, e homenagem em Sessão Solene realizada pela Câmara Municipal de Vereadores de Lençóis, na Casa e Memorial, às 17h, onde, na oportunidade, será celebrado os 147 anos de Afrânio Peixoto e os 167 anos de Emancipação Política de Lençóis.
Em 2023, a Casa e Memorial Afrânio Peixoto destaca importante parceria realizada através de convênio firmado entre a Fundação Pedro Calmon e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que visa a atualização do inventário do acervo, restauros e digitalização dos documentos, com vista à sua disponibilização para consultas.
O espaço recebe uma média de 500 visitantes por mês, batizada em homenagem ao seu patrono e localizada na Praça do Rosário, a casa especializada de dois andares preserva um rico acervo bibliográfico, documental e museológico do próprio polígrafo baiano, doado por sua viúva.
Criada por intermédio do escritor Fernando Sales, a casa ainda conta com um auditório para conferências, exibição de filmes e oficinas e serve como local de criação, intercâmbio e qualificação de agentes culturais, bem como de difusão e circulação da produção cultural e intelectual (nacional e internacional), estimulando o potencial criativo e cognitivo de indivíduos e grupos do estado da Bahia, apoiando o desenvolvimento de ações formativas no campo da cultura, valorizando a cultura local e contribuindo para a formação dos cidadãos.
RESTAURAÇÃO DO ACERVO
Através de convênio firmado entre a FPC e a UEFS, foi iniciado o projeto de pesquisa: Estudo filológico, linguístico e literário do acervo de Afrânio Peixoto, vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Estudos Literários e em Estudos Linguísticos, e ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Humanidades Digitais da universidade, sob a coordenação do Professor Dr. Patrício Nunes Barreiros.
Na primeira fase, o projeto visa atualizar o inventário do acervo de Afrânio Peixoto, fazer pequenos restauros e digitalizar os documentos, com vista à sua disponibilização para consultas. Paralelo a isso, foi iniciado um estudo filológico das correspondências de Afrânio Peixoto e de sua atuação como filólogo na edição das obras de Castro Alves e de Luiz Vaz de Camões. O projeto também visa estruturar um Laboratório de Tratamento e Digitalização de Documentos de Acervos para realizar desinfecção, limpeza, restauro e digitalização do acervo pessoal de Afrânio Peixoto.
EXPOSIÇÃO CORES E TROVAS MOSTRA CONEXÃO DE AFRÂNIO PEIXOTO COM LITERATURA
O artista Artur Soar leva para a Casa e Memorial Afrânio Peixoto, em Lençóis, a exposição “Cores e Trovas”, lançada nesta quarta-feira (13/12). A mostra reúne um conjunto de monotipias do artista impressas no Museu de Arte Moderna da Bahia, o retrato do escritor lençoense e de duas outras personalidades da cultura brasileira, em xilogravura, além de livretos em formato de cordel publicados pela Galeria Soar. Desde que conheceu o livro Trovas Brasileiras, organizado por Afrânio Peixoto em meados do século XX, o artista, que também é poeta e violeiro, se admirou da qualidade dessa obra e da sua importância para a literatura popular. A exposição fica aberta à visitação até 15 de janeiro de 2024.