Em celebração, o APEB tem programação especial
Considerada a segunda mais importante instituição arquivística pública estadual do país, o Arquivo Público do Estado da Bahia, unidade gerida pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), celebra 135 anos. Localizado na Ladeira Quintas dos Lázaros, nº 50, Baixa de Quintas, em Salvador, a instituição criada em 16 de janeiro de 1890, é responsável por um acervo documental de valor inestimável, produzido, recebido e acumulado ao longo de 214 anos, período em que a cidade do Salvador foi sede do Governo-Geral do Estado do Brasil (1549-1763).
Além de todo o trabalho de preservação da memória e história, o APEB presta serviços como: emissão de certidão de documentos custodiados, atendimento presencial para a consulta a documentos de valor histórico, e uma série de ações que garantem o acesso à cidadania.
Para celebrar a data, o Arquivo promove uma programação cultural com Amostra documental, exibição de filme e visitação.
Dia 16 a 31 (sexta-feira) - Amostra da documentação sabinada e exposição de documentação que conta a história do APEB. Aberto ao público de segunda a sexta de 9h30 as 16h30. Ainda na sexta (16), acontece a Exibição do filme "1798 Revolta dos Búzios" (Antônio Olavo), baseado nas documentações custodiadas pelo APEB. das 10h às 11h e das 15h às 16h. Aberto ao público.
O diretor do APEB/FPC, Jorge Vieira, destaca a importância do Arquivo e fala sobre as perspectivas para o ano de 2025: "Celebramos com orgulho os 135 anos do Arquivo Público do Estado da Bahia, guardião da memória e da história do nosso povo. Mais que um acervo, é um pilar essencial da transparência pública, garantindo o acesso à informação e fortalecendo a cidadania e a democracia. Com um olhar para o futuro, vamos ampliar nossa capacidade de custódia, reforçando nosso compromisso com a preservação da memória e da transparência pública. Vamos trabalhar para marcar novos capítulos na história da gestão documental do poder executivo estadual, garantindo que a documentação permanente seja recolhida, preservada e acessível às gerações futuras, garantindo o direito à memória”, destacou.
SOBRE O APEB
Em 1980, o Arquivo Público é transferido para o Solar da Quinta do Tanque, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1949, situado no Bairro de Quintas. A histórica construção abrigou desde o século XVI a quinta de descanso dos Jesuítas, proprietários do imóvel até a expulsão da Ordem do Brasil, em 1759. Após inúmeras reformas, adaptações e vários proprietários, foi restaurada pelo Governo da Bahia e destinada à instalação do APEB, local onde hoje se encontra.
O APEB reúne, em termos quantitativos, aproximadamente 7.360,14 metros lineares de documentos, com datas-extremas desde o século XVI até o século XXI. O acervo documental custodiado é composto dos seguintes gêneros documentais: textuais, iconográficos, manuscritos e cartográficos, de natureza notadamente pública, além de existirem alguns fundos privados de interesse público e social. Existe uma Biblioteca especializada em história da Bahia. O acervo bibliográfico é constituído por obras que datam do século XVIII aos dias atuais, destacando-se no século XIX os documentos impressos de caráter Executivo e Legislativo.
A nomeação no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO confirma o valor excepcional e o interesse nacional de acervos documentais de relevância para a memória coletiva da sociedade brasileira que devem ser protegidos em benefício da humanidade:
- Em 2016, o conjunto documental Companhia Empório Industrial do Norte (1891-1973);
- Em 2013, as Cartas Régias (1648-1821);
- Em 2010, os Registros de Entrada de Passageiros no Porto de Salvador (1855-1964); e
- Em 2008, o fundo – Tribunal da Relação do Estado do Brasil e da Bahia (1652-1822).