Santo Amaro celebra arte, história e resistência com o ‘Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade’

11/06/2025

O processo de Independência do Brasil na Bahia teve Santo Amaro e outras cidades do Recôncavo como cenários de batalhas decisivas. Este e outros fatos foram abordados na aula pública que faz parte do projeto ‘Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade’, que aconteceu em Colégio Estadual de Tempo Integral Teodoro Sampaio, localizado em Santo Amaro, nesta terça-feira (10).

A professora Indira Santos destacou a participação popular, muitas vezes invisibilizada, mas essencial para a vitória baiana, a Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro emergiu nas margens do Rio Traripe. Seu papel na Independência se deu pelo apoio na aclamação de D. Pedro como Regente Constitucional do Brasil, delegando Cachoeira único centro de poder civil e militar.

Memórias de Lutas e Liberdade’ celebra os 202 anos da independência do Brasil na Bahia, e em Santo Amaro, que assim como as demais cidades visitadas, carrega em suas raízes um legado de luta e participação ativa na luta pela independência, contou ainda com a apresentação do Grupo de Teatro do CETS, que trouxe a coreografia "É a Bahia", criada por Hendric Cauã. 

Através de movimentos, músicas e personagens simbólicos, a performance retratou a formação cultural e ancestralidade baiana, celebrando a resistência e a identidade do povo. Com participações de Davi Carelli, Jaderson e Safira, a apresentação transformou o palco, onde cada gesto contava uma história – do brilho da cultura popular à força das raízes negras e indígenas. A coreografia exaltou Santo Amaro como terra de luta, destacando seu papel fundamental na Independência, marcada pela força e determinação do povo santamarense.

O evento terminou com o sorteio de livros do acervo do Bicentenário da Independência, distribuindo obras que preservam a memória histórica do estado, o "Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade" segue a sua rota da independência em direção a Saubara nesta quarta-feira (11) levando a mensagem de que a cultura é viva, é resistência, e o povo baiano é protagonista de sua própria história.