Dirigentes da SecultBA participam do desfile cívico em celebração aos 202 anos da Independência da Bahia

03/07/2025
2 DE JULHO

Dirigentes e servidores da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e das suas unidades vinculadas, participaram, na manhã desta quarta-feira (2), do tradicional desfile cívico do 2 de Julho, que celebra os 202 anos da Independência da Bahia. O cortejo, que percorre as ruas do centro histórico de Salvador, reuniu autoridades, movimentos sociais, grupos culturais e a população em um ato de afirmação da luta popular baiana como marco definitivo da independência do Brasil.

Entre os participantes estavam o diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Marcelo Lemos; a diretora-geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Sara Prado; e o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), Sandro Magalhães.

Para o diretor do IPAC, Marcelo Lemos, a celebração deste ano ganha mais relevância com o envio, pelo Governo Federal, do projeto de lei que propõe reconhecer nacionalmente o 2 de Julho como o Dia da Consolidação da Independência do Brasil. 

“É uma reparação histórica. A consolidação da independência do Brasil acontece na Bahia com a força do povo e não de forma burocrática pela aristocracia. O reconhecimento nacional é o reconhecimento da luta do povo brasileiro pela sua liberdade, nas ruas, com mobilização popular”, afirmou.

 

A diretora da Funceb, Sara Prado, destacou o papel simbólico e cultural da data. 
 

“O reconhecimento do 2 de Julho como uma data de consolidação da independência do Brasil é um símbolo importante, sobretudo para nós, baianos, que sabemos que foi através da união popular, da união das pessoas de todas as classes sociais e etnias que conseguimos consolidar a independência do país através da Bahia. Esse momento é histórico. Todo ano esse ato é recheado de manifestações culturais, simbólicas e sociais que representam o povo da Bahia”, disse.

 

O diretor da FPC, Sandro Magalhães, reforçou a importância de manter viva a memória dos feitos do povo baiano no processo de independência. 

“Celebrar os 202 anos da Independência da Bahia é relembrar as lutas populares do povo baiano, de todos os territórios da cultura, por uma independência, por uma liberdade. Em especial, o povo que se destaca esse ano, que é o povo dos sertões, os vaqueiros encourados, que participaram dessa luta. O Centro de Memória da Bahia e o Arquivo Público, através da Fundação Pedro Calmon, são guardiões da história e da memória da Independência da Bahia, do povo da Bahia”, declarou.

2 DE JULHO
Sandro Magalhães, Marcelo Lemos e Sara Prado representaram a SecultBA no desfile do 2 de Julho

AÇÕES COMEMORATIVAS - Desde 2023, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (SecultBA), vem empreendendo uma série de ações comemorativas ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, com foco na valorização da memória popular e regional. Entre as iniciativas estão o projeto Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade, da Fundação Pedro Calmon (FPC), que promove atividades culturais e educativas em 19 municípios; editais voltados à participação de professores e estudantes; o lançamento do Caderno de Revalidação do Cortejo, que propõe uma releitura crítica das celebrações; e o apoio à publicação da coletânea Guerra na Bahia pela Independência do Brasil, voltada à formação docente.

A Secretaria de Cultura do Estado mantém, ainda, uma programação contínua ao longo do mês de julho para marcar as comemorações da Independência da Bahia, reafirmando o papel da cultura na preservação da memória histórica e na valorização das lutas populares.
 

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Fonte
SECULT/BA
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