Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras

11/07/2025

A escritora mineira Ana Maria Gonçalves foi anunciada a primeira mulher negra imortal de sua história, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Autora do aclamado livro Um Defeito de Cor, ela ocupará a cadeira 33, antes pertencente ao gramático e filólogo Evanildo Bechara, falecido em maio deste ano. 

Sua eleição marca um momento histórico na abertura da ABL à diversidade racial e de gênero, como destacou o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, na abertura oficial da Feira Literária de Água Quente, em Érico Cardoso. 

“É muito simbólico, porque após mais de 100 anos de criação dessa casa grande da escrita, da palavra brasileira, ter uma primeira mulher negra como imortal, é com muito atraso que se reconhece a importância do povo negro e da mulher negra na literatura, mas é também dia de comemorar”.  

Seu principal livro, Um Defeito de Cor, publicado em 2006, narra a saga de Kehinde, uma mulher africana escravizada na Bahia que passa a vida em busca do filho perdido. Essa importante obra está disponível nas bibliotecas públicas estaduais e podem ser reservadas através do Pergamum.  

Ana Maria tem se destacado por levantar debates raciais junto à construção de suas obras. Também roteirista e dramaturga, ela é professora de escrita criativa e curadora de projetos culturais, e é a 13ª mulher a integrar a Academia. 

 

 

 

 

Galeria: