Biblioteca Infantil realiza oficinas de teatro com música, expressão e arte

13/08/2025

O projeto utiliza obra de Lázaro Ramos para desenvolver atividades artísticas com os alunos

O segundo ciclo das oficinas de teatro para adolescentes do projeto “Lugar de Fala” começou nesta quarta-feira (13) na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (BIML), equipamento da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa). Priorizando o contato com importantes obras literárias do Brasil que abordam reflexões sociais e artísticas. O curso é gratuito e proporciona aos jovens um espaço de criação e manifestação pessoal por meio das artes cênicas.

As aulas acontecem às quartas-feiras até novembro. E finalizam com apresentações marcadas para os dias 19 e 26 de novembro, sendo abertas ao público, promovendo o protagonismo dos participantes e a ocupação simbólica e concreta de espaços culturais.

A oficina é conduzida pelo professor de teatro, André Jesus que enxerga as artes como forma de desenvolvimento e expressão: “A arte salva de formas minúsculas. Ela te leva a um lugar que você pode saber onde se colocar ou não. Aprende a saber qual é o lugar que você quer se encontrar com a arte.”

Paralelamente, a estudante Eva Maria já estava presente no projeto há alguns meses e vê o curso como um lugar repleto de oportunidades “A oficina é um lugar que estimula nossa criatividade, ajuda a perder a timidez e ainda faz a gente sempre ter uma visão do teatro e da arte.”

O teatro incentiva a expressão corporal, vocal e crítica a partir de leituras dramatizadas, jogos teatrais e musicais. Priscila de Oliveira que está participando pela primeira vez da oficina declara suas expectativas: “Espero que a gente consiga desenvolver muito mais esse lado artístico, de interpretação e até mesmo do que a gente tem por dentro, na arte.”

Na primeira etapa, o projeto trabalhou com o livro “Lugar de Fala” de Djamila Ribeiro. Agora, neste segundo ciclo, a temática escolhida é a obra do escritor e ator Lázaro Ramos “Na minha pele”. As temáticas escolhidas para cada ciclo priorizam escritores negros, fortalecendo o papel da biblioteca como espaço de diálogo, escuta e formação cidadã.

“Trabalhar com literatura infantil é muito fácil. Mas com a literatura a nível de estudos sociais é mais complicado, porque as pessoas não gostam de debater esses assuntos. Então, são temas que devem ser trazidos para os palcos e o meu palco sempre tem esses assuntos porque a provocação faz parte do teatro.” manifesta o professor e instrutor do curso, André Jesus.