O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), recebeu a visita do Arquivo Nacional, representada por sua diretora, a doutora em História Social, Mônica Lima. A visita, que aconteceu na última segunda-feira (08), marca a aproximação das duas maiores instituições arquivísticas do país, com o objetivo de fortalecer laços, proporcionar o intercâmbio de experiências e compartilhar conhecimentos.
O encontro contou ainda com as presenças de arquivistas e representantes da Universidade Federal da Bahia e da Associação dos Arquivistas da Bahia (AABA). Sobre a parceria, o diretor do APEB/FPC, Jorge Vieira, disse: “Essa aproximação garante que documentos de valor histórico e jurídico estejam disponíveis às futuras gerações, promovendo transparência, cidadania e identidade nacional,” declarou.
A iniciativa fortalece a cooperação técnica, troca de diálogos e a formulação de estratégias conjuntas para proteger os acervos documentais que narram a história do país. “O encontro entre as duas maiores instituições arquivísticas do Brasil representa um marco para a preservação da nossa memória coletiva.” complementa Jorge.
A diretora-geral do Arquivo Nacional afirma que o compromisso em comum das duas instituições com a história, a memória e o direito ao acesso à documentação constroem a base dessa memória. “Saí com as melhores impressões desse encontro. Com toda disposição e interesse em voltar e fazer dessa aproximação a base para a criação de iniciativas em futuro próximo.”
Inauguração do Escritório Regional Nordeste e projeto Fragmentos de Memória
Ainda durante a passagem da diretora-geral do Arquivo Nacional, foi pauta dos diálogos a inauguração do Escritório Regional Nordeste, que funcionará na capital baiana e irá marcar mais uma etapa de expansão da instituição em todo o território nacional.
Na oportunidade, a equipe do APEB apresentou à direção do Arquivo Nacional, a iniciativa ‘Fragmentos de Memória’, onde é utilizada IA para reconstruir rostos de pessoas escravizadas Um projeto em andamento, que, propõe humanizar os registros de pessoas escravizadas na Bahia Colonial e Imperial.