Festival Literário de Jacobina chegou à sua 7ª edição com intensa movimentação cultural

29/09/2025

Entre os dias 24 a 27 de setembro, a 7° edição do Festival Literário de Jacobina – FLIJA ocupou o Alto da Missão e a Concha Acústica da cidade, com oficinas criativas, contação de histórias, debates literários, palestras, apresentações teatrais e musicais, feira da agricultura familiar e economia solidária. A abertura oficial aconteceu na última quinta-feira, 24, no Teatro Sesc Jacobina, onde ocorreram falas institucionais, homenagem à Academia Jacobinense de Letras  e apresentações culturais com o Mestre Bule Bule e o Luau de Lua, musicista local.

O FLIJA 2025 acontece om apoio do Governo do Estado, através do Bahia Literária, realização da ACAT - Associação Cultural Arte de Tocar, correalização do SESC e parcerias como o IFBA, UNEB Campus IV, SEBRAE e Prefeitura de Jacobina. Na cerimônia de abertura oficial do VII FLIJA, o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), disse: “Além de celebrar os 37 anos da Academia Jacobinense de Letras, que idealizou o FLIJA em 2018, estamos celebrando o livro, a leitura, a história e memória em Jacobina. Durante todos esses dias, a cidade irá viver grandes manifestações culturais envolvendo diversas linguagens, com foco no livro e leitura. É mais uma demonstração do compromisso do Governo do Estado, mais uma vez chegando junto das cidades baianas, dos produtores, para transformar o nosso estado de mais leitores, mais escritores, mais literária.” 

Além de toda a programação, o FLIJA levou grande Cortejo com música, arte e cultura às ruas de Jacobina, na manhã da quinta-feira, 25, com saída da Praça da Matriz em direção à Praça da Missão. O evento arrastou estudantes, artistas e a comunidade em geral, transformando as ruas do centro em um palco a céu aberto para a celebração da cultura e da literatura.

Durante o trajeto, diversas manifestações culturais encantaram o público, com as tradicionais Bandas de Pífanos, o grupo Reisado de Genipapo, as irreverentes Bananas do Bom Jesus da Glória, a Fanfarra do Colégio Deocleciano e o grupo de capoeira Raízes Bananas, todos com suas expressões artísticas que ressaltam a riqueza da identidade popular.

Já no Alto da Missão, a programação seguiu com uma agenda diversificada. O público participa de palestra, roda de conversa e um animado sarau cultural com Joan Sodré, além do show de Persha e outras atrações que marcam a força da arte e da literatura no coração da cidade.

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, presente no sábado (26) do 7° FLIJA, enfatizou: “É um momento tão importante de encontro do município, do território, em torno da palavra e de todo seu poder. Para nós do Governo do Estado, é uma satisfação apoiarmos eventos literários em toda Bahia, porque são espaços da reflexão, da formação de novos públicos leitores, dos encontros que a palavra, a arte e cultura proporcionam, mas, sobretudo de reafirmamos nossa crença numa sociedade, que lê mais, que conhece mais a sua história, e tem mais pertencimento sobre ela. É por isso que acreditamos tanto nos eventos literários.”. 

O proponente do FLIJA e agitador cultural, Jal Nunes, destacou que foram quatro dias intensos de fomento à cultura e arte em toda a região. 

A literatura foi o principal produto artístico de transformação social do Festival Literário de Jacobina. Não temos dúvidas de que haverão diversos desdobramentos posteriores nas pessoas, principalmente na vida de todos os alunos das redes de ensino que abrilhantaram nosso festival.”. 

O FLIJA teve como tema central “Arte Armorial: A Literatura que Celebra a  Cultura do Sertão”, com valorização da força da cultura nordestina e suas diversas expressões — poesia, música, dança, teatro e artes visuais. 

Foram quatro dias de intensa programação, com palestras, apresentações, debates, rodas  de conversa e atividades voltadas à divulgação da arte armorial e à valorização da riqueza  cultural do sertão nordestino, que reafirma Jacobina como um polo de resistência cultural, criatividade e integração comunitária.