Projeto que promove representatividade na infância está em sua 3ª edição, e arrecadou 2.500 bonecas pretas que serão doadas às crianças levando a mensagem principal da campanha que é a educação antirracista
O encerramento da campanha “Cadê Minha Boneca Preta? – Minha Boneca, Minha História” aconteceu nesta segunda-feira (01), de maneira muito simbólica e com resultados significativos. Os números de arrecadação da 3ª edição do projeto que é uma iniciativa da Fundação Pedro Calmon, unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia, foram apresentados pelo diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães e o subcomandante-geral da PMBA, coronel Lopes, na Biblioteca Central do Estado da Bahia.
“Cadê Minha Boneca Preta?” tem apoio de diversos parceiros institucionais, e nesta edição a campanha ganhou um reforço significativo com a participação da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que somou esforços na mobilização em torno do projeto que é fruto de uma ideia da bibliotecária e diretora da Biblioteca Juracy Magalhães Jr. de Itaparica, Soraia Alves.
Os brinquedos têm papel fundamental na formação da identidade infantil e o objetivo central do projeto é promover o reconhecimento, a autoestima e o enfrentamento ao racismo, estimulando importantes reflexões sobre representatividade desde a infância. Mais de 2.500 bonecas foram arrecadadas nesta edição, consolidando a rede de solidariedade. Na primeira edição a arrecadação chegou a 372 bonecas, na segunda, foram 700 brinquedos. O aumento atingido em 2025 é quatro vezes maior.
A campanha cresceu e segue reafirmando a importância da representatividade na formação das futuras gerações, como destacou o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães.
“A gente inicia agora a distribuição das bonecas e o que fica para o ano inteiro é a reflexão. Através de uma ideia de uma bibliotecária, uma mulher negra, que essa campanha nasce, e nós abraçamos para que possamos construir uma reflexão sobre a identidade negra já na infância. Tivemos diversos parceiros, e em nome da Polícia Militar que de forma legítima apoiaram desde o primeiro momento, nós agradecemos todos os que estiveram conosco nessa mobilização importante, que faz parte do programa de dinamização das bibliotecas e que agora nós pensamos em expandir ainda mais”, disse.
O subcomandante geral da PMBA, coronel Lopes, enfatizou que a corporação abraçou a ideia por reconhecer que a boneca preta representa identidade e pertencimento ao povo.
“Uma campanha como essa é mais do que número, é uma forma de discutir diversas questões sociais, e a Polícia Militar não poderia estar longe dessas discussões. A Campanha é mais do que necessária para sensibilizar o comércio a fabricar bonecas pretas e, com isso, gerar mais pertencimento às crianças pretas. Somos representantes do Governo do Estado que cuida de gente e esse projeto cuida de gente, das futuras gerações”, finalizou.
Nesta 3ª edição, a Campanha com a participação de parceiros como a Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Militar da Bahia; Secretaria de Promoção da Igualdade Racial; Coordenação Geral de Políticas de Juventude da Bahia, TV ALBA; Prefeitura de Itaparica; NEGRIF; Saveiro Clube da Bahia; SESC; Internacional Travessias; Vila Boulevard; Mobi Benefícios; Colégio Anchieta; Koala Comunicação; Escola Girassol; Nova Brink; A Caixa do Bem.
Na última sexta-feira (28), a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior de Itaparica promoveu um evento que marcou o encerramento da arrecadação da campanha “Cadê Minha Boneca Preta?” e deu início à distribuição das bonecas pretas com programação cultural e presença marcante da comunidade escolar itaparicana.