Iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), por meio do Centro de Memória da Bahia (CMB), o projeto “Nossas Memórias” segue em ação pelos municípios baianos. Nesta última segunda-feira (01), a equipe desembarcou em Prado, extremo sul do estado, para a visitação e mapeamento de acervos privados de interesse público com objetivo de resgatar e preservar a identidade cultural local.
O grupo ficará na cidade até o dia 05 (sexta-feira). Durante os dias 01 a 04 de dezembro, os acervos locais recebem visitas técnicas e realizam diálogos sobre a importância do trabalho desempenhado ao longo dos anos.
No primeiro dia, a equipe visitou acervos importantes que consolidam e valorizam a difusão da história e memória do povo pradense. Em destaque estão acervos que relatam a trajetória da educação, música e memória socioambiental do município.
Além disso, a equipe conheceu Dona Conceição, de 95 anos, mulher que viveu a vida toda em Prado. Ela relatou como era Prado durante a 2ª Guerra Mundial e a convivência com soldados do Exército Brasileiro presentes na região, área estratégica para o patrulhamento do litoral contra submarinos alemães, responsáveis pelo afundamento de navios mercantes brasileiros e pela entrada do Brasil no conflito.
Para celebrar a iniciativa, no dia 02 (terça-feira), o Centro de Memória instruiu duas oficinas de noções básicas para preservação e organização de acervos privados mediada pelo diretor do CMB, Walter Silva.
A visita encerra com a mesa-redonda “De Jucuruçu a Prado: histórias e memórias do povo pradense". O evento acontece no Palácio do Turismo, no dia 05 (sexta-feira), às 8h30, com a participação da liderança indígena e agente cultural da aldeia Tibá, Eduardo Pataxó, artista multimídia e criadora do Carrinho Multimídia, Ana Dumas, a professora e ex-Imperatriz do Divino Espírito Santo, Solange de Almeida e o pescador tradicional há 25 anos, Januário Oliveira.
O Nossas Memórias viabiliza não apenas a proteção desses acervos, mas também a organização de indicadores culturais, elementos fundamentais para a elaboração de políticas públicas voltadas à preservação e à difusão da memória coletiva. O projeto faz parte da Rede FPC, que foi lançada em 14 de julho de 2025 com a participação de 627 inscritos, representando os 417 municípios baianos.