A sustentabilidade também passa pelos livros, papéis e materiais que já cumpriram seu ciclo. Em 2025, a Fundação Pedro Calmon – instituição que administra a Biblioteca Central do Estado da Bahia, mostrou que é possível transformar descarte em oportunidade.
Ao todo, foram destinados 2.455 quilos de materiais recicláveis, contribuindo não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para a geração de renda de trabalhadores da reciclagem. Todo esse material foi encaminhado para a Cooperativa CRUN, localizada no bairro de Nazaré, em Salvador.
A iniciativa integra o Programa Recicle Já Bahia, que vem ampliando o olhar sustentável dentro dos órgãos públicos. No caso da Fundação por meio da Biblioteca, o trabalho envolveu o descarte consciente de papéis e outros resíduos gerados nas atividades diárias.
Para Ingrid Paixão, diretora de Bibliotecas Públicas da Bahia, a sustentabilidade integra o papel social das unidades de informação e fortalece o compromisso com a comunidade baiana quanto à educação ambiental. “As bibliotecas, além de serem equipamentos culturais, também devem ser compreendidas como ambientes formativos que atuam em favor da educação ambiental, sendo, portanto, nossa responsabilidade social. Essa responsabilidade é com a geração de renda que vive desse sustento financeiro e com um planeta que pensa e atua em favor de um futuro mais saudável”.
Em nível estadual, o programa também apresentou resultados expressivos: foram 399,5 toneladas de resíduos recicláveis recolhidas em 79 municípios baianos, com o apoio de 47 cooperativas e associações de catadores, fortalecendo a cadeia da reciclagem e ampliando o impacto ambiental positivo em toda a Bahia.
Mais do que números, a ação representa um compromisso com o futuro: menos resíduos no meio ambiente e mais dignidade para quem vive da reciclagem. Pequenas atitudes, quando somadas, fazem grande diferença — e, nesse caso, transformam papel em impacto social positivo.