Ensaio “Literatura, Subjetividade e Resistência Feminina da professora Maria Midlej Bastos está disponível na BV
A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), conta com a colaboração de diversos parceiros que disponibilizam suas obras para divulgação na biblioteca, que é especializada em História da Bahia. Fundada em 02 de julho de 2011, desde então, divulga dossiês, exposições, documentos históricos, revistas e podcasts. O seu acervo é composto por obras que se encontram em domínio público ou que foram devidamente autorizadas pelos autores para publicação e guarda. Dentre as obras disponíveis, está a da professora, pesquisadora e colaboradora Maria Midlej Bastos. ACESSE AQUI
O ensaio “Literatura, Subjetividade e Resistência Feminina”, de autoria de Maria Midlej Bastos, foi contemplado para publicação na coletânea comemorativa Coleção UFBA 80 Anos – Textos Artístico-Literários, através de edital da Universidade Federal da Bahia, iniciativa que integra as comemorações pelos 80 anos da instituição. A Coletânea reúne obras inéditas de autores vinculados à universidade e tem como objetivo incentivar e valorizar a produção literária em língua portuguesa.
Ao todo, foram selecionadas 43 propostas, destacando trabalhos que dialogam com temas relevantes para a cultura, a arte, a literatura e a sociedade baiana e brasileira. A seleção representa um importante reconhecimento da trajetória intelectual e da contribuição acadêmica de autoras e autores baianos. A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé celebra a conquista e ressalta a importância do ensaio que está disponível na plataforma para consulta da população.
“O ensaio premiado encontra-se acessível no acervo digital da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, ampliando o alcance de reflexões fundamentais sobre literatura, identidade, subjetividade e resistência feminina. Esta conquista reafirma a importância do trabalho da pesquisadora que é uma parceira de longos anos da Fundação Pedro Calmon, cuja atuação como pesquisadora e escritora tem enriquecido significativamente os conteúdos disponibilizados ao público. A Coletânea da UFBA, não apenas uma conquista individual, mas também uma contribuição valiosa para a preservação e difusão do pensamento crítico e da produção intelectual baiana.”, destaca Onízio Casemiro, coordenador da BV.
SOBRE A OBRA
O ensaio discute a literatura de autoria feminina como uma ferramenta vital de sobrevivência psíquica, insubordinação e articulação política diante das violências patriarcais e do silenciamento institucional. A autora articula o conceito de "escrevivência" de Conceição Evaristo e as teorias de Michèle Petit para propor um diálogo crítico entre a urgência testemunhal de Carolina Maria de Jesus e a escavação memorialística de Annie Ernaux. Dessa forma, o texto demonstra como o ato de ler e escrever ultrapassa o mero campo estético para se transformar em um "corpo-resistência".