O doutorado em Ciência da Informação, na UFBA, com foco na inclusão social e acessibilidade, juntamente com a experiência na Gerência Estadual do Sistema de Bibliotecas (GESB) foi muito importante para que Tamires Neves assumisse a Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado (DIBIP) da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa). "Sou eternamente grata pela oportunidade e acolhimento da equipe de colaboradores da GESB, das diretoras do Sistema Estadual, da equipe da DIBIP, em especial a Carmen Azevedo e ao diretor geral da FPC, Zulu Araújo pela oportunidade”. Tamires reforça que o trabalho em grupo foi fundamental para que ela assumisse a DIBIP e que as ações da programação cultural, as viagens aos Municípios para realização de assistências técnicas e de cursos de capacitação, o contato com a gestão de contratos de obras, de convênios, dentre outras demandas que a FPC está envolvida, deu a confiança de assumir o desafio de continuar contribuindo com o Sistema de Bibliotecas.
FPC Entrevista: Qual a principal diferença em coordenar a Gerência Estadual do Sistema de Bibliotecas e a Diretoria de Bibliotecas Públicas?
Os aspectos sobre a gestão são distintos. Na GESB, a gestão estava direcionada às questões voltadas diretamente para a organização, divulgação e a promoção cultural das bibliotecas, municipais e comunitárias, realizando assistências técnicas, promovendo cursos de capacitações para colaboradores das Unidades, possibilitando doações de livros e aprimorando a programação cultural das bibliotecas. Já na DIBP, a gestão envolve, além das ações da GESB, a Gerência Técnica, e todas as Unidades que compõem o Sistema Estadual. Com isso, são atribuídos outros procedimentos e direcionamentos que devem ser executados nesta coordenação, que impactam na permanência do funcionamento pleno das Unidades, envolvendo desde o desenvolvimento da equipe de colaboradores, a aspectos técnicos ligados à infraestrutura e ações de cunho organizacional, estratégico e decisórios que irão impulsionar o crescimento do Sistema, auxiliando-o a cumprir seu papel social e cultural com a comunidade.
Como será a gestão da Dibip em relação às bibliotecas públicas?
A gestão será conduzida de forma estratégica, humana e ética, visando contribuir com o desenvolvimento do Sistema Estadual, dirigido pela Fundação Pedro Calmon, unindo mais uma vez meus conhecimentos da área de Comunicação e Marketing, Ciência da Informação e Biblioteconomia, para obter resultados profícuos na organização do Sistema, que necessita de um olhar dinâmico, alinhado às novas tecnologias de informação e comunicação para atender a comunidade, por meio da mediação da leitura, do livro e da escrita, disseminando a informação da forma mais igualitária possível.
Quais são as diretrizes e metas da Dibip para este ano? Qual o grande desafio da diretoria?
Este ano, a DIBIP terá como meta e desafio primordial resgatar a comunidade para o espaço da biblioteca, entendendo-a como um espaço cultural e múltiplo. Para tal, iremos estimular e promover uma programação cultural que busque impactar e transformar a vida da comunidade, cumprindo o papel social da biblioteca; ampliando as ações de inclusão social e acessibilidade; e implementando metas que atuem estrategicamente com os objetivos, missão e visão da Fundação Pedro Calmon, para oferecer ao público um ambiente diversificado, atrativo e acolhedor.