Dia da Bibliotecária: Quais os impactos das novas tecnologias para a profissão?

12/03/2022

Instituída em 1980, a data de hoje, 12 de março, Dia Nacional da/o Bibliotecária/o é de extrema importância para a cultura e consequentemente muito relevante para a Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA). A FPC possui em seu corpo de servidores 24 profissionais de Biblioteconomia que contribuem cotidianamente para a promoção da acessibilidade a leitura, gestão de informações e disseminação de conhecimentos em benefício da sociedade.

O profissional em Biblioteconomia desenvolve diversas atividades desde a organização e tratamento até a recuperação e análise de informações. Mas, assim como todas as profissões os avanços científico-tecnológicos e o desenvolvimento social do país, proporcionaram algumas mudanças ao longo dos anos. E o que mudou para as/os Bibliotecárias/os? Para falar sobre esses avanços e adequações convidamos duas bibliotecárias do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia (DIBIP), Ana Maria Tourinho, que atua na Gerência Técnica (GETEC) da DIBIP e Leidiane Reis, da Biblioteca Pública Thales de Azevedo (BPTA).

Bibliotecária há 42 anos, Ana Maria Tourinho de 73 anos, vivenciou de perto os avanços tecnológicos, na década de 80 ela ingressou para o Departamento de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia, nesta época os serviços não eram automatizados, a internet por exemplo chegou apenas na década de 90, trazendo possibilidades antes já mais imaginadas por Ana: “A internet chegou como uma rede de grande alcance internacional, trazendo sobretudo o desenvolvimento de novas tecnologias da informação.  Assim, assisti junto a toda a equipe as mudanças informacionais significativas no processamento técnico. Desde a ficha catalográfica e etiquetagem manuais à utilização do sistema de gerenciamento de dados. A forma de desenvolver nossas atividades mudou totalmente”.

De acordo com Leidiane Reis de 36 anos, que atua como bibliotecária há 10 anos, essas mudanças foram mais fluídas, mas, apesar de já ter iniciado na Biblioteconomia com o advento da internet, as coisas continuam mudando e evoluindo, há 10 anos atrás a internet que tínhamos era outra. “Atualmente temos que lidar cada vez mais com as tecnologias digitais. Mas é bom pontuar que independente das variantes os primórdios de atuação são preservados. Pois tratamos a informação, esteja ela num livro, de forma física ou na nuvem, de forma virtual.”

Apesar da diferença etária e de experiências no fazer da biblioteconomia, Ana Maria e Leidiane estão certas de que os avanços tecnológicos são positivos no sentido de ampliar as possibilidades de atuação e de alcance para a profissão. Para Leidiane Reis, a pandemia da covid-19 acelerou bastante essas mudanças tecnológicas, de acordo com a bibliotecária da BPTA, o futuro da profissão é muito próximo com a realidade de hoje: “Creio que o futuro é muito parecido com o que já vivenciamos hoje. Será o profissional que vai atender o usuário entregando um livro em mãos ou enviando o ebook por e-mail. Teremos outras diversas possibilidades, mas em essência tratando, classificando, disseminando e armazenando a informação, como já fazemos”.

E se alguém acha que o trabalho do profissional em biblioteconomia será engolido pela tecnologia, Ana Maria pensa o inverso. “Mesmo com o avanço tecnológico, a/o bibliotecária/o segue como peça fundamental no complexo sistema informacional, sendo responsável por agregar valor ao conteúdo, organizando, selecionando, recuperando e disseminando informações para o usuário. O profissional vem se adaptando às novas tecnologias, onde é possível acessar informações de forma remota e em tempo real.” afirma a bibliotecária da GETEC.

Para o dia de hoje, ambas as bibliotecárias desejam que os profissionais de biblioteconomia sejam reconhecidos como essenciais para a sociedade e valorizados dentro e fora do contexto tecnológico.

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