Na tarde da última sexta-feira (18), a Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA) e a Academia de Letras da Bahia (ALB), firmaram um acordo de cooperação técnica cultural para desenvolver ações de mútuo interesse, por meio do intercâmbio de informações, troca de experiências, organização de eventos e produção técnico-científica. O evento aconteceu na sede da ALB em Salvador e contou com a presença de Arany Santana, titular da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), do diretor geral da FPC, Zulu Araújo e do presidente da ALB, Ordep Serra.
Dentre os objetivos do acordo estão as ações de celebração do Bicentenário da Independência da Bahia, a digitalização de obras e documentos de grande valor pertencentes ao acervo da ALB, com o propósito de torná-los acessíveis ao público leitor, do mesmo modo que a realização conjunta de concursos de Escritores Escolares e a distribuição de livros produzidos ou tornados disponíveis pela Academia.
A titular da SecultBA, Arany Santana, destacou a importância do acordo para a secretaria de Cultura do Estado: "É muito importante que a Academia de Letras da Bahia mantenha essa relação ainda mais próxima com a Fundação Pedro Calmon, que é a unidade da Secult que trata da política do livro, da leitura e do pensamento. A assinatura deste termo amplia as possibilidades de criação para todos que fazem cultura no Estado".
Zulu Araújo, diretor geral da FPC reforçou que a parceria proporcionará ações de desenvolvimento cultural em todo o Estado. "Apesar de já termos uma parceria na prática, é importante documentá-la, dando assim condições de viabilizar um conjunto de ações, como tornar o acervo da ABL acessível para a sociedade acadêmica, pesquisadores e interessados na leitura, na história e nas criações culturais da Bahia, bem como promover a participação da Instituição nas feiras literárias realizadas em todo território baiano".
O incentivo à leitura e a concessão de bolsas de residência na ALB, para jovens indígenas e negros oriundos de famílias de baixa renda também fazem parte do acordo. "Além da literatura temos na Academia pessoas de diferentes áreas como direito, ciências sociais e do campo das artes, que serão tutores desses jovens residentes, que serão membros júniores da Academia por um tempo. Nossa ideia é cada vez mais poder possibilitar que a arte e o pensamento indígena, negro e quilombola seja reconhecido", afirma Ordep Serra, presidente da ALB.
Acadêmicos da ALB como Paulo Ormindo, Lia Robatto, Marcus Vinícius Rodrigues e Evelina Hoisel estiveram presentes no ato de assinatura, bem como Admari Cajado, representante da Secretaria da Educação do Estado, Suely Melo, chefe de gabinete da FPC, o diretor do Centro de Memória da Bahia, Walter Silva, a diretora de Bibliotecas Públicas do Estado, Tamires Neves, a assessora especial da FPC, Kênia Silva e Larissa Kharkevitch, gestora em exercício da Diretoria de Livro e Leitura.