A pesquisa sobre o cemitério dos escravos do Campo da Pólvora foi o tema da live desta terça-feira (14), da edição especial do Conversando com a sua História. Promovido pelo Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), a historiadora Elza Elisa Pereira apresentou durante o encontro, o projeto Por um resgate a memória: Corpos Negros em Covas Rasas: Cemitério negro no Campo da Pólvora. Salvador - Bahia (1800-1826).
O estudo destaca a importância e o papel do cemitério dos Escravos, ou cemitério do Desterro, que existiu em Salvador no decorrer dos séculos XVI ao século XVIII. De acordo com Elza, "o cemitério tem um papel político pedagógico, porque era considerado pela população da época, um local de esquecimento". Segundo a historiadora, "O projeto busca dar importância e valorizar as pessoas que foram enterradas no Campo da Polvora".
Para disponibilizar o projeto ao público, a historiadora desenvolveu um site com informações gerais sobre o cemitério dos Escravos. Para a proponente, o trabalho traz informações sobre "o trato com o corpo do negro escravizado nos pós-morte e a relação da sociedade com os ritos e cerimonias fúnebres", finalizou.
Com o objetivo de promover ações que contribuam para a preservação da história e memória da Bahia, o CMB vem apresentando, desde junho, trabalhos contemplados na categoria Memória, do Prêmio Fundação Pedro Calmon do Programa Aldir Blanc Bahia.