Cardápio Cultural

Xica

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Foto: Divulgação
O Coletivo das Liliths invade novamente o Teatro Gamboa Nova e traz o espetáculo Xica, que estreou no espaço, durante o mês de agosto de 2018, quintas, sempre às 19h.
Baseado em fatos reais o espetáculo Xica! conta a história de Francisco Manicongo, negro africano, escravizado,quimbanda considerado como a primeira travesti não-índia do Brasil. Habitante da região da baixa dos sapateiros, Xica tornou-se símbolo de luta e resistência de uma época em que questionar o sexo biológico era tido como heresia e digno de punição.
Escrava de um sapateiro, Xica foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo. A sua história é mais um exemplo da presença de travestis e transexuais em toda a história do Brasil e é, sem dúvida, a mais legítima representação de afirmação político-social na luta pelo reconhecimento da identidade de gênero para além do sexo biológico.
O espetáculo é uma realização do Coletivo Das Liliths, que vem atuando na cidade do Salvador há 4 anos fomentando e fortalecendo o debate acerca das diversidades de gênero e a quebra de paradigmas no âmbito da sexualidade através das artes cênicas. Os artistas atuam juntos desde 2012 desenvolvendo uma pesquisa artística em torno de temáticas como: afirmação das identidades de gênero, respeito às diferenças, combate a violência contra as ditas minorias, respeito às diversas formas de expressões de sexualidades e o combate às hierarquias de gênero.


CATEGORIA: Teatro
PERÍODO DA TEMPORADA: 01 e 02/09 (sábado e domingo)
HORÁRIO: Sábado 19h e Domingo 20h
LOCAL: Teatro Gamboa Nova (ao lado do Quartel dos Aflitos)
ENDEREÇO: Rua Gamboa de Cima, 03, Aflitos
TELEFONE: 71 3565 5645
DURAÇÃO: 50 minutos
LOTAÇÃO: 60 pessoas
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 18 anos
TOTAL DE INGRESSOS PARA GRATUIDADE: 05 ingressos (o acompanhantes tem gratuidade também)
TOTAL DE INGRESSOS PROMOCIONAIS: 05 ingressos
VALOR:
• Normal inteira: R$20
• Normal meia: R$10
• Promocional 1: R$11
• Promocional 2: R$8

ANIMAL

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“Animal” traz Cyria Coentro num solo cênico, sob a direção que Celso Nunes. O espetáculo é uma reflexão irônica e bem humorada sobre o ensino, que mais do nunca precisa ser repensado para voltar a interessar aos jovens, sobre a carreira de professor, o choque de gerações pais X filhos, educadores X alunos. A peça é a primeira montagem de Trigonoteatro, um projeto de teatro de repertório, concebido por Celso Nunes e que montará até agosto de 2018, três textos de três autores diferentes, sobre três temas diferentes.

CATEGORIA: Teatro
PERÍODO DA TEMPORADA: 31/08, 01, 08 e 09/09 (Sexta e Sábados)
HORÁRIO: 19h 30
LOCAL: Teatro Sesc Senac Pelourinho
ENDEREÇO: Largo do Pelourinho, 19 - Pelourinho
TELEFONE: 71 3324-4520
DURAÇÃO: 70 minutos
LOTAÇÃO: 200 pessoas
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos
TOTAL DE INGRESSOS PARA GRATUIDADE: 10 ingressos
TOTAL DE INGRESSOS PROMOCIONAIS: 20 ingressos
VALOR:
• Normal inteira: R$20
• Normal meia: R$10
• Promocional : R$ 11

 

 

SECANÓLIA

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Produzido por Jorge Solovera e Thiago BrandãoPerdido em Contos e Sonhosé o primeiro álbum da Andaluz e conta com sonoridade folk rock viajando entre elementos do rock progressivo e da música popular brasileira. O show homônimo será apresentado dia 19 de agosto, às 17h, no Teatro Gamboa Nova, dentro do projeto GamBoaMúsica Pôr do Sol.

Composto por 10 canções, de autoria de Thiago Brandão,traz títulos como “Sonho Bom”, “Andaluz”, “Amanhã” e “Prazer Sem Um Fim”, que representam momentos fortes, quando grandes narrativas são contadas de maneira singular por arranjos que caminham entre a luz da natureza e a escuridão do caos urbano.

Extrapolando a sua vida musical como baterista na cena rock de Salvador, o cantor e compositor traz à tona sua proposta musical folkna Andaluz com foco nos violões. A mistura da música brasileira com o folk rock dos anos 60 e 70 marca o trabalho e da o tom de uma viagem no tempo.Com dois EPs lançados, o “Passos Tranquilos” (2013) e “Troque Uma Peça de Lugar” (2014), além de dois singles: “Ser Feliz e Nada Mais” (2015) e “Caminhos do Sol” (2016), o trabalho amadurece suas composições de maneira intimista.
Força feminina é tema central em nova peça de Letícia Bianchi.
Com texto de Consuelo de Castro e com a atriz Vivianne Laert como protagonista, o espetáculo estréia na quinta (16), no Teatro Martim Gonçalves.

A peça é uma adaptação do clássico grego Medeia escrita pela dramaturga brasileira Consuelo de Castro. A montagem faz parte da fase final da formação de Letícia Bianchi, estudante de direção teatral da ETUFBA, com orientação de João Sanches e traz a atriz Vivianne Laert como protagonista. Completam o elenco Antônio Marcelo, Carol Alves, Flora Rocha, Genário Neto, Isadora Werneck e Luís Antônio Sena Jr.

Na concepção de Bianchi, o texto atualiza a força feminina representada pela personagem. O espetáculo pretende manter o não conformismo dela em relação à traição sofrida por Jasão, mas aprofunda as suas motivações e transforma Medeia numa figura política, na medida em que a revolução – e não somente a vingança amorosa – está no centro do enredo.

Medeia é uma personagem ícone na história do teatro e é constantemente representada apenas sob o viés da força feminina levada a extremos. Nos estudos sobre teatro, Eurípedes, autor do texto original, é considerado um defensor do feminismo por dar voz à mulher de sua época. Todavia, a montagem de Memórias do Mar Aberto busca refletir sobre o lugar que o autor grego coloca a voz da mulher.

Construída pelo olhar masculino, Medeia é a especulação acerca do conceito – ainda tão atual – do ser mulher: não há a autonomia da figura feminina na dramaturgia de Eurípedes, pois ela não é por si nem em si, mas sim uma projeção e uma divagação de conceitos estabelecidos por quem ditava e descrevia a ordem da época – o homem.

Na montagem de Letícia Bianchi, a proposta é unificar olhares femininos na concepção da encenação e da construção de Medeia. O texto de Consuelo, em uma direção feminina, pretende trazer a autenticidade necessária à obra para que Medeia seja representada dentro de um discurso mais amplo e conciso.

O objetivo é reconstruir a subjetividade da personagem principal a partir do olhar feminino para a subjetividade feminina. Por mais que existam inúmeras palavras geniais escritas por homens sobre o sentir e viver feminino, nenhuma delas é tão potente quanto as que partem da vivência de uma mulher.


CATEGORIA: Teatro Infantil
PERÍODO DA TEMPORADA: de 01 a 30 de setembro (sábados e domingos)
LOCAL: Teatro SESI Rio Vermelho
ENDEREÇO: Rua Borges dos Reis, nº 9, Rio Vermelho
TELEFONE: 71 3616-7061
HORÁRIO: 16h
DURAÇÃO: 90 minutos
LOTAÇÃO: 97 lugares
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre
TOTAL DE INGRESSOS PARA GRATUIDADE: 02 ingressos
TOTAL DE INGRESSOS PROMOCIONAIS: 03 ingressos
VALOR:
• Normal inteira: R$ 40
• Normal meia: R$ 20
• Promocional Único: R$ 20
SINOPSE:  O espetáculo conta a história da Federação dos Reinos Unidos das Terras Secas e Desérticas de Secanólia, que sofre com o desaparecimento do Espírito do Rio e com os desmandos de um Rei que deseja todos os recursos naturais para consumo próprio. Começa então a jornada do Mago do Reino pela busca da Menina que, segundo uma profecia, salvará a todos quando encontrar Água, substituindo a única fonte de recurso até então: lixo reciclado. Junto aos seus novos amigos Tibério e Claus, a Menina vai aprender sobre a importância de preservar e economizar a Água.


Diva Box Canta Cazuza

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Foto: Diney Araujo
Passando desde as primeiras canções como “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” até os clássicos como “Faz Parte do Meu Show” e “O Tempo Não Para”, o trio vocal segue fazendo suas misturas impensáveis através dos mashups mais improváveis de divas pop, incluindo bases de cantoras como Amy Winehouse e Lady Gaga, passando pelas girl bands Little Mix e Spice Girls.

O Diva Box nasceu em meados de 2013 no Cabaret 54, bar que surgiu com a proposta de revitalizar a noite da Carlos Gomes junto ao Âncora do Marujo. O convite do dono visou diversificar as atrações da noite e, Fernando Ishiruji, mentor do projeto, trouxe a proposta de um grupo vocal que cantasse divas da música pop mundial.

CATEGORIA: Teatro/Música
PERÍODO DA TEMPORADA: 06,13, 20 e 27/09 (Quintas)
LOCAL: Teatro Gamboa Nova (ao lado do Quartel dos Aflitos)
ENDEREÇO: Rua Gamboa de Cima, 03, Aflitos
TELEFONE: 71 3565 5645
HORÁRIO: 19h
DURAÇÃO: 60 minutos
LOTAÇÃO: 60 pessoas
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: livre
TOTAL DE INGRESSOS PARA GRATUIDADE: 05 ingressos (os acompanhantes têm gratuidade também)
TOTAL DE INGRESSOS PROMOCIONAIS: 05 ingressos
VALOR:
• Normal inteira: R$20
• Normal meia: R$10
• Promocional 1: R$11
• Promocional 2: R$8

Uma Janela para Elas

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Foto: Leo Isabela i
Estrelado por e drag queens da cena soteropolitana, a trama se passa em um futuro distópico no qual, dez anos após a vitória dos conservadores nas urnas, o Brasil de 2028 vive uma ditadura que cerceia os direitos de expressão de gênero.

CATEGORIA: Teatro
PERÍODO DA TEMPORADA: 05, 23 e 30/09 (Quarta e domingo)
HORÁRIO: Quinta 19h e Domingo 17h
LOCAL: Teatro Gamboa Nova (ao lado do Quartel dos Aflitos)
ENDEREÇO: Rua Gamboa de Cima, 03, Aflitos
TELEFONE: 71 3565 5645
DURAÇÃO: 50 minutos
LOTAÇÃO: 60 pessoas
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos
TOTAL DE INGRESSOS PARA GRATUIDADE: 05 ingressos (o acompanhantes tem gratuidade também)
TOTAL DE INGRESSOS PROMOCIONAIS: 05 ingressos
VALOR:
• Normal inteira: R$20
• Normal meia: R$10
• Promocional 1: R$11
• Promocional 2: R$8


Evocando os mortos

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Foto: Divulgação
Em Nunca por Acaso Giovanni Luquini dirige as dançarinas Alana Falcão, Joely Silva e Melissa Figueiredo e o dançarino Marcley Oliveira pelo processo criativo que teve como pilar a ideia do tempo agindo sobre nossas escolhas. “Nossa performance traça uma rota oblíqua que vai desde meditar, a solitude, a releitura da memória”, explica Luquini. “Nessa trajetória, olhar de volta para o meu trabalho como coreógrafo ao longo destes últimos 20 anos e celebrá-lo. Me veio então a pergunta de como recontar essa memória. Decidi retomar momentos coreográficos ou a razão deles terem acontecido, e trabalhar esses dados com os dançarinos, partindo exatamente em busca de recontar as memórias presentes em mim, sem o compromisso de reproduzi-las, se não se reconta-las à minha revelia e sem limitações, o que deu luz a uma performance integral totalmente nova. Nunca por Acaso é assim, como uma retomada de fôlego.”, conclui.
CATEGORIA: Teatro
PERÍODO DA TEMPORADA: 02/09 (domingo)
HORÁRIO: 17 h
LOCAL: Teatro Martim Gonçalves
ENDEREÇO: Avenida Araújo Pinho, 292 - Canela
TELEFONE: 71 3283 7862
DURAÇÃO: 60 minutos
LOTAÇÃO DA CASA: 191 lugares
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos
VALOR: Gratuito
SINOPSE:
Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.