25/11/2015

Professores do Centro de Formação em Artes (CFA) realizaram oficinas. Evento contou com a presença de Arany Santana, da CCPI, e Vovô do Ilê
Em Ilhéus a Semana da Consciência Negra contou com uma série de ações - apresentações culturais, oficinas, intervenção, biblioteca Itinerante e rodas de diálogo, com a presença de Vovô do Ilê, além da participação de Arany Santana, diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e de professores da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), ambas entidades vinculadas à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). As atividades, concentradas na Biblioteca Pública Municipal Adonias Filho, seguiram de 17.11 a 20.11.
Na abertura, o Bloco Afro Iorubá apresentou uma coreografia com a sua percussão. Em seguida, o Secretário de Cultura do município, Paulo Atto, lançou a edição 3/2015 da revista Boca de Cena, produzida pelo Oco Teatro Laboratório, dedicada ao teatro negro na Bahia, que tem apoio financeiro da FUNCEB, através do edital Setorial de Teatro 36/2012. O Grupo de Teatro da Rede Matamba apresentou um trecho do espetáculo Intolerância.
No dia seguinte (18.11), foi a vez de Preta Ashanti e Dani Jêje, da Casa do Boneco de Itacaré, ministrarem a Oficina de Turbantes. Em paralelo, foi realizada a Oficina de Percussão, ministrada por Bira Monteiro, músico percussionista da FUNCEB, contando com participação de vários músicos e percussionistas dos blocos afros de Ilhéus.
Livros e revistas do Ilê Ayê foram doados para a biblioteca na noite do evento, que logo depois teve a roda de conversa com o tema "Meu cabelo, minha identidade", com a presença de Vovô do Ilê e de Arany Santana, que emocionaram e levaram o público a discutir e refletir acerca da importância de assumir a estética negra como um ato de afirmação identitária nesta sociedade que ainda perpetua o racismo. Foi exibido também o documentário O Lado de Cima da Cabeça, de Naira Évine. Também participaram o coordenador do Coletivo A Coisa Tá Ficando Preta, Francisco Benevides, e Dado Loko, artista plástico e militante.
Já na tarde do dia 19.11, foi realizada a roda de conversa Mídia e racismo, com a presença de Andressa Santos, produtora da Rádio UESC, e Islânia Ribeiro, assessora de comunicação da Maramata. Em seguida, a professora da Escola de Dança da FUNCEB, Roquidelia Santos, ministrou a Oficina de Dança Afro, que contou com expressiva participação de dançarinos de blocos afros.
No dia 20.11, foi realizado um café da manhã no Alto do Basílio, com moradores, líderes locais e de grupos afro culturais. Já na Biblioteca Pública aconteceu o lançamento do livro Capoeira e criança: desafios e perspectivas na formação humana, do professor Jean Adriano Barros da Silva. Logo depois, a psicóloga Patrícia Mascarenhas palestrou sobre "A criança na capoeira", com a presença de diversos grupos de capoeira da região.