13/04/2015
O radialista Perfilino Neto e o grupo Choro do Uirapuru fazem duas apresentações
gratuitas no Teatro do IRDEB, nos dias 22 e 23
Nos dias 22 e 23 de abril, no teatro do IRDEB (Salvador), acontece o espetáculo musical Choro do Uirapuru e Perfilino Neto - Choro Cantado e Contado. A estrutura do show foi concebida para reproduzir o clima dos programas de rádio e, durante toda a apresentação, o jornalista, radialista e pesquisador Perfilino Neto apresenta músicas e compositores que ajudaram a estabelecer o gênero musical chorinho no Brasil. As composições (cerca de 15) serão executadas pelo grupo Choro do Uirapuru e as duas apresentações começam às 20h30, com entrada franca. O projeto tem o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, do Fundo de Cultura (Fomento à Cultura) das secretarias de Cultura e da Fazenda do Governo do Estado da Bahia.
Com mais de 50 anos de trajetória profissional, Perfilino Neto é um homem apaixonado pelo rádio e pela música popular brasileira. Atualmente ele produz e apresenta dois programas na Rádio Educadora FM: o Memórias do Rádio (segunda à sexta, 22h) e o Encontro com o Chorinho (domingo, às 8h) único programa baiano dedicado ao chorinho. Em 2010, Perfilino lançou o livro Memórias do Rádio, resgatando fatos e personagens que fizeram a história deste meio de comunicação no país.
Durante o show, o radialista apresenta o universo e os grandes nomes do choro do final do século XIX e começo do século XX. Entre eles Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Joaquim Calado, Irineu Almeida e Patápio Silva. "A proposta é que o show aconteça como um encontro, uma roda de choro. Mas também como um espaço para contar histórias do gênero, de seus intérpretes e compositores", diz Perfilino, acrescentando que "embora pouco divulgado na grande mídia, o choro ainda mantém a capacidade de encantar pessoas de várias faixas etárias".
O grupo Choro do Uirapuru, que executará todas as músicas, foi criado em 2011 e dedica-se a promover o gênero musical. "Nós pretendemos valorizar a memória choro, por meio da música, das histórias e das imagens que serão projetadas numa tela, utilizada como cenário", explica a musicista Ana Tomich. Além de Ana (voz e pandeiro), integram o grupo Marcelo Bagano (saxofone), Carlos Chenaud (violão) e Robson Barreto (violão) - todos com sólida formação acadêmica em música.
Sobre o grupo
Formado desde 2011, o grupo Choro do Uirapuru nasceu do encontro de amigos amantes do choro. Choro do Uirapuru foi o nome escolhido pelo grupo com o intuito de homenagear o primeiro gênero musical genuinamente brasileiro, o choro, com o nome do pássaro amazônico Uirapuru, que tem um canto belo e raro. O grupo tem como proposta musical interpretar os gêneros brasileiros choro, instrumental e cantado. Dentre os compositores contemplados em seu repertório, estão: Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Assis Valente, João Pernambuco, Jacob do Bandolim, e Altamiro Carrilho.
Desde maio de 2011 o grupo vem se apresentando em eventos, projetos, restaurantes, praças e casas de show de Salvador. Realizou em outubro de 2011, em Nova Redenção/BA, show e oficina de pandeiro, violão e saxofone para a comunidade local. Em maio de 2012 o grupo realizou no Teatro Sesi, em Salvador/BA, uma homenagem à rainha do Choro Ademilde Fonseca, que foi a primeira cantora deste gênero musical.
O choro
Considerado a primeiro gênero musical brasileiro tipicamente urbano, o choro surgiu no rio de janeiro, então capital do país, nas últimas décadas do século XIX. Em seus primórdios era tocado por flauta, violão e cavaquinho, tendo a improvisação como uma forte marca. Com o tempo, outros instrumentos de sobro e corda foram incorporados, como o bandolim e a clarineta. Sem estar ligado a um ritmo específico, o choro é um modo solto e sincopado, de fazer música tipicamente nacional. Se em seu início era totalmente instrumental, com o advento do Rádio na década de 1930, passam a aparecer composições com letras.
Choro do Uirapuru e Perfilino Neto - Choro Cantado e Contado
Onde: Teatro do IRDEB
Quando: Dias 22 e 23 de abril (quinta e sexta-feira), às 20h30
Quanto: Entrada gratuita
Informações: 71 9179-1533 Gil Maciel
Apoio financeiro: FUNCEB/ FCBA/ SecultBA/ Sefaz